Última modificação em 30 de abril de 2021

O que é empowerment?

Empowerment é uma abordagem na administração de empresas que surgiu entre as décadas de 70 e 80 com a premissa principal de delegar poder aos colaboradores.

O termo, quando utilizado em outros campos, tem significados semelhantes. Na Sociologia, é o aumento da força política e social das minorias, por exemplo.

Já no estudo dos direitos do consumidor, empowerment significa poder de escolha, de opinião e de influência. Ou seja, o público, hoje, tem muitos produtos e análises à disposição, opiniões de outros compradores e poder de interferência nos produtos devido aos feedbacks.

A motivação para que os empresários apostassem no empowerment dos funcionários, por sua vez, foi a distinção da decisão tomada pelos administradores e a execução feita pelos trabalhadores, de forma submissa. Essa estratégia gerava alienação, conflito e absenteísmo.

Para que serve o empowerment?

De modo geral, esse modelo administrativo resulta em:

Uma limitação do empowerment seria o possível aumento de erros na organização, o que pode ser mitigado pelo correto treinamento dos funcionários.

Ou seja, não adianta dar poder e autonomia a alguém que ainda está inseguro para liderar. 

Que organizações praticam o empowerment?

A gigante do segmento de consultoria financeira criou um programa de funcionários embaixadores em que eles baixam um app que promove conteúdo com amigos, colegas e conhecidos. Assim, 60% dos membros, em média, tiveram o seu conteúdo compartilhado em redes como LinkedIn e Twitter. 

A Whirlpool é uma fabricante norte-americana de eletrodomésticos com um programa de capacitação interna de destaque. Além disso, cada ideia é aberta à opinião de todos da empresa, seguindo um processo de ideação. O fluxo é: geração de ideias, estudo de caso, competição de desenvolvimento das ideias, testes e, finalmente, comercialização em grande escala. O objetivo dessa prática é o de inovar ao máximo.

A marca super querida de café começa o processo de empowerment trocando o termo ‘colaboradores’ por ‘parceiros’. Além da informalidade, essa simples mudança tornou o ambiente mais dinâmico e com profissionais com maior nível de apropriação com o negócio principal da empresa. 

A conhecida empresa de hardware de computadores também é exemplo de empowerment com o seu programa Social Media University, para ensinar os funcionários como promover uma marca na Internet. 

Como as empresas implantam o empowerment?

Existem 3 fatores essenciais para tornar uma companhia apta a delegar tarefas aos funcionários. Acompanhe:

Compartilhamento de informações

Sabe aquela empresa que não inclui o profissional nas decisões estratégicas, normalmente por duvidar da sua capacidade? Ela provavelmente não tem chance alguma no empowerment.

Reuniões de brainstorming, apreciativas, entre outras, são ótimas oportunidades para incluir a diversidade de pensamento das equipes. 

O recomendado é encontrar os profissionais com visão semelhante à dos fundadores e compartilhar dados sobre lucros, investimentos, market share, concorrência etc.  

Autonomia

Depois de ofertar o conhecimento, é necessário dar espaço, tempo e liberdade para que o funcionário mostre como ele pode contribuir. 

E não só isso: é necessário motivar o indivíduo a ter autonomia, já que a nossa cultura é, geralmente, voltada à submissão entre as classes e hierarquias. 

Desburocratização 

Sobretudo por estarmos na era digital, nem mesmo as empresas estatais estão acomodadas com a burocracia. O caminho para a desburocratização é comum a praticamente todas as organizações.

Dessa forma, a companhia precisa aproveitar os avanços tecnológicos para agilizar e otimizar os processos. Isso vai ajudar a dar independência aos funcionários que querem ter empowerment nos negócios.

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