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Economia da felicidade: saiba o que é e como funciona

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:07/04/2022 às 17:08 -
Atualizado 3 meses atrás
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O que é economia da felicidade?

A economia da felicidade é um estudo acadêmico formal da relação entre questões econômicas — como riqueza e emprego — e a satisfação individual. Normalmente, ele trata de medidas subjetivas relacionadas à felicidade, assim como índices mais objetivos de qualidade de vida como algo a ser maximizado em vez de lucro ou renda.

Esse campo de estudos cresceu bastante desde o final do século XX por conta do desenvolvimento de métodos, índices e pesquisas para medir a qualidade de vida, assim como a felicidade em si e conceitos relacionados a ela. As descobertas têm sido descritas como um desafio para a teoria e a prática da economia, mas a promoção da felicidade, assim como um índice para medi-la, é uma prática que tem sido adotada cada vez mais pelos países.

Como a economia da felicidade funciona?

A economia da felicidade usa métodos e pesquisas relacionadas para induzir as pessoas a revelar diretamente os seus níveis de satisfação. Isso vai de contramão à economia padrão que se baseia em medições de consumo e de renda ou ainda outros comportamentos observados para demonstrar um conceito imensurável de utilidade — ou a satisfação de necessidades e desejos materiais.

Esse ramo de pesquisa é relativamente novo. Como a experiência interna de felicidade, alegria ou até de desconforto é interna, subjetiva e não pode ser observada ou sequer medida diretamente por um observador externo, economistas confiam na observação de ações dos indivíduos para revelar o que de fato dá a utilidade.

Para medir essas utilidades, os profissionais utilizam várias representações observáveis — principalmente preços de mercado em termos de dinheiro — para indicar quanta utilidade as pessoas experimentam com várias atividades econômicas ou muitos bens. A ideia é que medir a quantidade de dinheiro que a população está disposta a gastar ou aceitar por vários serviços e bens demonstra a quantidade de utilidade que esperam receber deles.

Quais são os índices da economia da felicidade?

Nos últimos 30 anos, surgiram diversas métricas de economia da felicidade. As mais comuns, no entanto, são os índices que visam acompanhar o bem-estar das pessoas que vivem em vários países do mundo e a própria Felicidade Interna Bruta (FIB).

O relatório da Felicidade Mundial de 2021 constata que os 10 países mais felizes do mundo são:

  1. Finlândia;
  2. Dinamarca;
  3. Suíça;
  4. Islândia;
  5. Países Baixos;
  6. Noruega;
  7. Suécia;
  8. Luxemburgo;
  9. Nova Zelândia;
  10. Áustria.

Aqui, é interessante pontuar que a Europa está bastante envolvida com a economia da felicidade e não é à toa que ela é o lar da maioria dos países no topo da lista. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico da região reúne diversos dados sobre esse índice e classifica seus 35 países-membros com base em fatores como renda, emprego, moradia, saúde, meio ambiente e engajamento cívico.

Quais são as maiores críticas à economia da felicidade?

A economia da felicidade enfrenta vários problemas em relação ao seu método, teoria e aplicação. Os economistas geralmente evitam os métodos de pesquisa de levantamento que são tidos como não confiáveis e, nesse caso, as pesquisas são conhecidas como propensas a vários vieses diferentes.

Os entrevistados podem responder à pesquisa da maneira que quiserem, sem a necessidade de trocas reais ou consequências — o que, geralmente, pode levar a resultados paradoxais. Um exemplo bastante clássico é que as pessoas podem responder que apoiam o aumento de gastos totais com serviços públicos, assim como também responderão que se opõem ao aumento de impostos para pagar esse aumento de gastos.

Os resultados das pesquisas de economia da felicidade, aliás, são frequentemente considerados como redundantes por medir o bem-estar humano com medidas mais objetivas, como PIB per capita, renda ou até a observação mais direta da qualidade das instituições econômicas. Essas e outras críticas, levam os economistas a enxergá-las como uma forma inferior de medição em comparação aos métodos mais estabelecidos.

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