Dívida Securitizada

Última modificação em 05 de Maio de 2021 às 12:06

O que é dívida securitizada?

Uma dívida securitizada é o resultado do processo de agrupamento de dívidas de várias fontes em um único título para ser vendido a investidores. Muitos desses títulos são lotes de empréstimos hipotecários residenciais vendidos pelos bancos que os concederam.

Qualquer ativo financeiro baseado em contas a receber, no entanto, pode dar suporte a um título de dívida. Outras formas de ativos subjacentes podem incluir arrendamentos, dívidas de cartão de crédito e contas comerciais a receber.

Como a dívida securitizada e a securitização funcionam?

Uma empresa que deseja mobilizar um financiamento por meio da securitização começa com a identificação de ativos que podem ser utilizados para levantar fundos. Normalmente, são os que representam direitos de pagamento em datas futuras e, geralmente, são referidos como “contas a pagar”.

A empresa que tem a posse dessas contas é chamada de originador. Ela identifica os ativos fora da sua carteira para a securitização. Essa identificação precisa ser feita de forma que uma combinação de ativos homogêneos com quase o mesmo vencimento forme a carteira.

Geralmente, essa carteira de referência é dividida em diferentes seções chamadas de tranches. Elas são compostas por ativos individuais agrupados por diversos fatores, como a modalidade dos empréstimos, a data de vencimento de cada um, as taxas de juros e o montante do capital remanescente.

Como resultado, cada tranche traz consigo diferentes graus de risco e oferece rendimentos também diferentes. Os níveis mais altos de risco se correlacionam com as taxas de juros mais altas quando os tomadores menos qualificados dos empréstimos subjacentes são cobrados. Aqui, quanto mais alto o risco, maior a taxa de retorno é potencial.

Quais são as partes envolvidas em uma dívida securitizada?

Sempre existem, pelo menos, quatro partes envolvidas no processo de uma dívida securitizada ou da securitização em si. A primeira delas é o devedor, que fez um empréstimo para a aquisição de um bem e prometeu reembolsá-lo. A segunda é o originador desse empréstimo, que é o banco ou a instituição financeira que aprovou a transação.

Esse originador do empréstimo tem o direito inicial sobre as amortizações do mutuário. Ele pode, porém, querer realizar o lucro do empréstimo muito mais rápido do que o prazo de 20 ou 30 anos que é permitido. O banco pode, então, lucrar imediatamente com a venda desse empréstimo e outros em sua posse pelo valor de face ou próximo a ele para um terceiro.

Esse terceiro, geralmente, opera como um fideicomisso. Ele ganha dinheiro fazendo a securitização de uma série de empréstimos e os “reembalando" como um ativo recém-cunhado. Ele é, então, vendido a investidores, que constituem a quarta parte desse processo.

Se a cadeia da securitização for seguida, ela acontece de forma linear. O produto de dívida securitizado acabará por ser o responsável pelo reembolso do empréstimo para a quarta parte na forma de retornos de investimentos.

Quais são os benefícios de uma dívida securitizada e da securitização?

Um dos maiores benefícios de uma dívida securitizada é o fato de que esse processo cria certa liquidez ao permitir que investidores também do varejo comprem ações em instrumentos que, normalmente, não estariam disponíveis para eles. Com um seguro de hipotecas, por exemplo, um investidor pode comprar apenas parcelas de uma delas e receber retornos regulares como o pagamento de juros e do principal.

Como também podem ser encarados como veículos de investimento, ao contrário de outras opções, muitos dos títulos baseados em empréstimos são lastreados em bens tangíveis. Se um devedor cessar o pagamento do empréstimo, como de uma casa ou um automóvel, ele pode ser apreendido e liquidado para compensar os detentores de juros da dívida em questão.

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