Última modificação em 5 de maio de 2021

O que são debêntures conversíveis em ações?

As debêntures conversíveis em ações são um tipo de dívida de longo prazo. Elas são emitidas por uma empresa especializada e podem ser convertidas depois de um determinado período. Geralmente, são empréstimos ou títulos não garantidos e, por isso, não apresentam nenhuma garantia subjacente para a dívida.

Esses títulos de dívida de longo prazo pagam ao portador alguns juros como qualquer outro título. A característica única das debêntures conversíveis em ações é que elas podem ser trocadas por ações em horários específicos. Esse recurso oferece a quem detém o título alguma segurança que, no fim, pode compensar alguns dos riscos envolvidos no investimento em uma dívida não garantida.

Como as debêntures conversíveis em ações funcionam?

As empresas, normalmente, levantam capital ao emitir suas dívidas na forma de títulos ou patrimônio líquido em forma de ações. Algumas delas podem utilizar mais dívidas do que patrimônio líquido para levantar capital que servirá para o financiamento de operações ou vice-versa.

As debêntures conversíveis em ações são um tipo de título híbrido que têm características tanto de instrumentos de patrimônio quanto de dívidas. As empresas as emitem como empréstimos de taxa fixa e fazem o pagamento de juros fixos ao detentor desse título em um cronograma regular. Uma debênture só pode ser convertida, geralmente, depois de um prazo pré-determinado conforme for especificado na oferta do título.

Uma debênture conversível em uma ação pode gerar o retorno de uma taxa de juros mais baixa, uma vez que o detentor dessa dívida em questão tem a opção de converter o empréstimo em ações — movimento que beneficia os investidores. Por esse motivo, quem investe está disposto a aceitar essa taxa de juros mais baixa em troca da opção embutida de conversão em ações ordinárias.

Quais são os tipos de debêntures existentes?

Da mesma forma que existem as debêntures conversíveis, também existem os que não são conversíveis. Nesses casos, a dívida não pode ser convertida em patrimônio. Como resultado, oferecerão taxas de juros mais altas que as conversíveis, já que os investidores não têm a opção da conversão em ações.

Dentro desse tipo de dívida ainda existem as debêntures parcialmente conversíveis. Esses empréstimos contam com uma parcela pré-determinada que pode ser convertida em estoque. A taxa de conversão é determinada logo no início da emissão da dívida. Já as debêntures totalmente conversíveis oferecem a opção de converter toda a dívida em ações com base nos termos descritos na emissão da dívida.

Com todas essas opções, é importante que os investidores pesquisem o tipo de debênture que estão considerando para um investimento. Inclusive, é preciso prestar atenção se — ou quando — existe a opção de conversão e a relação dela com o prazo para quando uma específica sobre um patrimônio líquido acontecer.

Quais são as considerações especiais das debêntures conversíveis em ações?

O número de ações que um bondholder recebe para cada debênture adquirida é determinado no momento da emissão e o que é levado em consideração é uma relação de conversão. Uma empresa pode, por exemplo, distribuir 10 ações para cada uma delas com valor de face de R$ 1 mil, o que faz com que seja uma relação de conversão de 10 por 1.

A característica de uma dívida conversível é considerada no cálculo das métricas quando diluídas por cada uma das ações. A conversão, então, vai aumentar a contagem de ações — ou seja, o número delas disponíveis — e vai reduzir algumas métricas, como o lucro por ação (LPA).

Existe, ainda uma última consideração especial sobre as debêntures conversíveis em ações. Em casos de falência ou liquidação, elas recebem o pagamento somente depois de outros detentores de renda fixa.

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