Data de Cotização

Última modificação em 07 de Maio de 2021 às 02:37

O que é data de cotização?

A data de cotização sinaliza quando os recursos aplicados em um fundo são convertidos em cotas quando se trata de uma aplicação. No caso de um resgate, é a data em que as cotas do fundo são, finalmente, convertidas em dinheiro e podem ser enviadas para a conta do investidor.

Aqui, é preciso pontuar que o prazo de resgate está diretamente relacionado à liquidez. Ela, por sua vez, significa quando é possível fazer o regate do dinheiro investido sem que haja prejuízo nessa transação. Geralmente, quanto maior for o prazo de resgate, menor a liquidez. Isso quer dizer que, nesses casos, a quantia investida demorará mais para ser devolvida.

Como a cotização funciona?

Ao fazer a aplicação em um fundo de investimentos, quem investe adquire, na verdade, cotas desse fundo. O valor delas, ou a cotização, é atualizado diariamente na maioria dos fundos de investimento. Isso acontece como resultado da valorização — ou desvalorização — da carteira de investimentos.

Dessa forma, o valor das cotas pode subir ou cair em decorrência da rentabilidade do fundo em questão. Já a quantidade de cotas que o investidor tem permanece a mesma. Se alguém comprar, por exemplo, 100 cotas de um fundo de investimento por R$ 1 mil, significa que cada uma corresponde à quantia de R$ 10.

Se em um dia esse fundo tiver uma valorização de 1%, a quantidade de cotas para o investidor permanecerá a mesma, mas o investimento total subirá para um valor de R$ 1.010. Isso porque cada uma das cotas passou a valer R$ 10,10. A quantidade de cotas só aumenta se forem aportados mais recursos no fundo e, consequentemente, diminuem se algum resgate for efetuado.

Qual a diferença entre data de cotização, data de liquidação e data de resgate?

A data de resgate indica o tempo entre a realização do pedido do resgate e o momento em que o dinheiro é, de fato, depositado na conta indicada. Antes disso, porém, as cotas desse fundo precisam ser transformadas em dinheiro para, só assim, poderem ser sacadas pelo investidor. Nesse momento, além da data de cotização, entra em jogo a data de liquidação.

Ela indica quanto tempo o fundo demora, depois da data de cotização, para que o dinheiro seja transferido para a conta do investidor. A etapa posterior a essa é, então, o prazo de resgate. Para que seja possível descobrir qual é ele, é só fazer a soma do prazo de liquidação com a data de cotização.

Como funcionam a data de cotização e os outros prazos na prática?

Os fundos de renda fixa mais conservadores, geralmente, contam com datas de cotização e de liquidação mais curtos, seja em D+0 ou, no máximo, D+1. Uma configuração bastante comum é o prazo de cotização ser D+0 para a aplicação e resgate e prazo de liquidação também de D+0 para resgate — o que totalizaria um prazo de resgate de 0 dias úteis. Em outras palavras, esses fundos permitem que o investidor receba o dinheiro na conta no mesmo dia em que solicitar o resgate.

Outros fundos com alta liquidez, por sua vez, podem ter, por exemplo, uma data de cotização de D+0 para aplicações e resgates com prazos de liquidação de D+1 ou D+2 dias no resgate. Isso quer dizer que, ao aplicar, o dinheiro é convertido em cotas já no mesmo dia da aplicação. Ao resgatar, porém, pode ser que leve de um a dois dias úteis para que o dinheiro caia na conta do investidor depois do pedido.

Os fundos de menor liquidez podem levar ainda mais dias para que a cotização no resgate seja feita, mesmo que a cotização na aplicação geralmente aconteça em D+0 ou D+1. Existem casos de fundos de investimentos com prazo de cotização no resgate de D+30, ou seja, são necessários 30 dias úteis para que o investidor tenha acesso aos seus recursos.

Jerome Powell

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