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Crise Financeira: saiba o que é e como funciona

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:28/03/2022 às 14:59 -
Atualizado 4 meses atrás
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Crise financeira

A Crise financeira acontece quando há uma forte desvalorização do mercado. Geralmente são repentinas e ocorrem por diversos fatores econômicos. Em outras palavras, a crise financeira surge quando existe um número maior de agentes pessimistas em comparação aos otimistas.

É importante lembrarmos que a economia sempre terá altos e baixos. Karl Marx, Economista e Filósofo do século 19, em sua obra "O Capital" publicada após a Revolução Industrial, diz que "Crises econômicas são acontecimentos inevitáveis do capitalismo", também cita que "São resultantes da defasagem da oferta e demanda."

Oferta e Demanda

A lei da oferta e demanda são termos que explicam a interação entre empresas e consumidores. Além disso, são muito importantes para a economia. A Oferta refere-se a bens e serviços e a Demanda refere-se ao interesse dos consumidores.

Oferta

A oferta trata-se de bens e serviços que as empresas estão dispostas a oferecer. No entanto, as empresas se dispõem a vender mais produtos quando possuem valores mais altos.

Quando há uma grande oferta, menor será o valor dela. Quando a demanda é menor que a oferta, os preços costumam aumentar. Por isso, alguns bens e serviços são mais caros.

Demanda

A demanda trata-se bens e serviços que os consumidores estão dispostos a consumir. Quanto mais acessível, mais fácil de ser consumido.

Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio ocorre quando Oferta e Demanda atendem os desejos das empresas e dos consumidores. No entanto, quando há uma crise, este equilíbrio é afetado.

Oferta e Demanda e Crise Financeira

Durante uma crise financeira, a demanda diminui, o que significa uma queda significativa de lucro nas empresas. Com a quantidade reduzida de lucros, muitos funcionários acabam desempregados, diminuindo a renda e consumindo cada vez menos. Com a diminuição do consumo, a oferta fica mais cara.

O ciclo pode se repetir intensificando a crise financeira. Apesar disso, a intensidade é variante e podemos classificá-las de duas formas:

Depressão: crises que ultrapassam mais de 03 anos de duração ou uma queda drástica no PIB.

Recessão: crises que duram 02 ou 03 trimestres e apresentam uma queda considerável no PIB.

Ambas as crises apresentam diminuição de produção, aumento de desemprego e redução de atividades econômicas. No entanto, durante a crise Depressão poder haver grandes falências e quedas mais bruscas.

Exemplos de Crise Financeira

Para melhor compreensão, vamos exemplificar o que aconteceu durante algumas crises e quais foram os impactos gerados durante as crises mais importantes história mundial e brasileira.

Crise Financeira Mundial em 2008

A Crise mundial deu início nos Estados Unidos em 2008 quando houve uma especulação imobiliária. Antes da crise, os preços eram acessíveis e por isso muitas pessoas faziam o uso da Hipoteca, modelo de empréstimo no qual seus imóveis eram a garantia de pagamento.

Com o aumento da inflação, muitas pessoas não podiam mais pagar pela divida e passaram a negociar com diversos bancos que entraram em colapso uma vez que os cidadãos não podiam mais acompanhar os preços acima do mercado.

A crise resultou na diminuição de consumo, redução de atividades econômicas e demissões. A crise também atingiu a Europa e outros países menos desenvolvidos.

Os impactos foram muitas e foi necessário que os governos investissem bilhões de dólares nos bancos que entraram em colapso. A crise terminou em 2009, no entanto, dois anos depois as taxas de desemprego ainda eram altas.

No Brasil

No Brasil, os impactos foram menores em vista de outros países mas não deixaram de ocorrer. Diminuição de crédito, aumento de inflação e alta do dólar foram algumas mudanças relevantes naquele ano. Tempo depois, os impactos foram minimizados.

As crises financeiras podem correr em um único país ou ter efeito dominó afetando outros países. Quando isso ocorre, os países tomam medidas que possam minorar os impactos independente da crise ser considerada uma Depressão ou Recessão.

Crise Financeira COVID-19

Em dezembro de 2019 aconteceram os primeiros casos de COVID-19 na China. Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) caracterizou a pandemia. Devido às restrições e lockdowns, a economia foi seriamente afetada. Considerada uma grande Recessão Global, os impactos foram muitos: alto índice de desemprego, escassez de alimentos e também de máscaras e álcool gel, que se tornaram itens significativos nos últimos dois anos.

Em diversos países, pessoas iam em super mercados procurando itens básicos de sobrevivência e comprando-o em grande quantidade. Os preços aumentaram, uma vez que a demanda também era alta.

Além disso, instituições educacionais, comércios e grandes empresas enfrentaram essa crise. Muitas conseguiram se reerguer e se adaptar ao novo cenário, outras, infelizmente precisaram fechar.

Hoje, dois anos depois, ainda notamos o impacto financeiro, social e socioemocional que a pandemia nos trouxe.

No Brasil

Em fevereiro de 2019 tivemos o primeiro caso de COVID-19 no Brasil, em Março, os casos já eram muitos. Como em todo o mundo, o Brasil também enfrentou a crise financeira, muitos setores foram afetados, entre eles, serviços essenciais. Para tentar reparar esta situação, o Congresso Nacional aprovou o auxílio emergencial que foi de grande importância para muitas famílias de baixa renda.

Com a vacina, os casos são menores, abrindo cada vez mais espaço para que o país se recupere dessa grande Recessão que enfrentamos nos últimos anos.

Imprevisibilidade e prevenção

Além das crises citadas, ocorreram outras crises como: Crise do Petróleo - 1973-1983, Crise Energia - 1980-1984, Bolha da Internet - 2001-2004, entre outras, que também tiveram impacto significativo em diversos países e até mundialmente.

É inevitável que as crises financeiras ocorram, isso porque estamos sujeitos a imprevisibilidade da oferta e demanda. No entanto, é possível nos previrmos através de um bom planejamento para que os impactos sejam cada vez menores.

Sobre o autor
Autor da Mais Retorno
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