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Cleantech

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:26/11/2021 às 17:48 - Atualizado 2 meses atrás
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O que é Cleantech?

Cleantech é um termo utilizado para se referir a várias empresas e tecnologias que visam melhorar a sustentabilidade ambiental. Seu nome é a junção das palavras clean e technology.

O uso desse termo tem variado ao longo dos anos, com alguns dos seus usuários o tratando como sinônimo de termos como “tecnologia verde” para se referir a fontes de energias renováveis, métodos novos de reciclagem e outras práticas ecologicamente corretas.

Como uma Cleantech funciona?

De forma geral, o termo Cleantech sempre foi utilizado para se referir a uma ampla gama de tecnologias e práticas, desde melhorias de processos que podem aumentar a eficiência nas cadeias de suprimento à produção de energia solar e eólica. Hoje em dia, a discussão dominante de questões ambientais tende a utilizar termos com uma conotação ambiental que fique mais explícita, como “tecnologia amiga do ambiente” ou simplesmente “tecnologia verde”. No entanto, as referências ao cleantech permanecem populares nas comunidades financeiras, de negócios e de capital de risco.

Esse movimento em direção ao investimento sustentável é apoiado em grande parte por organizações que fazem a coleta e a publicação de dados de uma grande rede de instituições financeiras participantes. Todos esses signatários concordam em aderir a um conjunto de princípios destinados a colocar a sustentabilidade ambiental no centro do processo de tomada de decisões de investimento e a se comprometer a relatar o seu progresso em direção a essa meta.

Como o termo Cleantech se popularizou?

O termo Cleantech foi popularizado em 2002, em grande parte, pelo trabalho de Keith Raab e Nick Parker — fundadores da então Cleantech Venture Network, agora somente Cleantech Group. Os sócios começaram a utilizar essa palavra para descrever as tecnologias verdes e “limpas”, como as células de combustível, geração de energia renovável, remediação de água e os biocombustíveis.

O Cleantech Group desenvolveu — e opera até hoje — uma série de conferências populares e uma organização de associação de investidores para essa categoria. Os responsáveis registraram ou mesmo adquiriram um número bastante grande de nomes de domínio relacionados à tecnologia limpa e várias marcas relacionadas a ela — embora nenhuma marca comercial exista para o termo “cleantech” em si. O alvo inicial das conferências eram as empresas iniciantes e os capitalistas de risco que operavam em setores abrangidos por esse termo. Desde então, a mídia passou a usar essa palavra de forma bastante ampla.

Embora nenhuma pessoa ou mesmo organização seja creditada por cunhar o termo para o propósito atual ao qual ele se propõe — além do Cleantech Group —, a atribuição às vezes também é dada para a consultoria de tecnologia de energia Clean Edge, cujos diretores incluem Joel Makower, jornalista de negócios, além de Clint Wilder e Ron Pernick, autores do livro Cleantech Revolution. Antes da popularização como classe de ativos de investimento e categoria de tecnologia, aliás, “cleantech” se referia a equipamentos de limpeza a seco ou suprimentos de limpeza.

Como é o cenário das Cleantechs no Brasil?

De acordo com pesquisas recentes, o Brasil conta com 136 empresas que podem ser categorizadas como Cleantechs. Entre elas, 41% atuam no segmento específico de energia limpa. De acordo com os mesmos dados, 91% desses negócios se encontram nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. São Paulo segue sendo o estado com mais startups verdes no país.

Ainda dentro desses estudos, foi possível verificar que 71% das empresas adotam o modelo B2B (business to business) e a maioria atua com a fabricação de materiais que utilizam reaproveitamento e reciclagem. 45% desses negócios atuam com o modelo B2C (business to consumer). Dentre eles, a maior parte atua no ramo de fabricação e distribuição.

O mercado de Cleantechs ainda está em desenvolvimento constante no Brasil. Por isso, a maioria das empresas ainda enfrentam diversos desafios relacionados ao próprio crescimento do negócio, além da necessidade de uma regulamentação específica para continuarem funcionando e a necessidade de transmitir com clareza o seu posicionamento e a proposta de valor para a população em geral.

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