Última modificação em 19 de março de 2021

O que é Chief Risk Officer (CRO)?

CRO é a sigla usada para designar a função de um Chief Risk Officer. Em Português, podemos traduzir como "Diretor de Risco", embora o mais comum mesmo seja o uso da sigla em Inglês - algo semelhante acontece com outros cargos de diretoria, como é o caso do CEO, CFO, CTO, CIO... A lista é longa! (Felizmente temos artigos completos aqui na Mais Retorno sobre cada um deles, caso você queira se aprofundar.)

Não raro, contudo, encontramos a sigla CRMO para designar o mesmo cargo. Não se preocupe! CRMO é apenas outra maneira de se referir à função de CRO, sendo uma sigla para Chief Risk Management Officer (ou Diretor de Gerenciamento de Risco, em Português).

Como o próprio indica (escolha você CRO ou CRMO), esse profissional se dedica a reduzir os riscos que rondam o negócio, evitando perdas de produtividade e até mesmo de faturamento.

Quais riscos o(a) Chief Risk Officer (CRO) gerencia?

Para entender a função precisamos nos debruçar sobre outro termo: afinal, o que são riscos operacionais?

No artigo completo aqui do Glossário Financeiro você já aprendeu que "o risco operacional engloba todas as possíveis falhas internas de organizações ou investimentos capazes de gerar algum prejuízo. [...] Embora nenhum risco seja totalmente controlável, é, sim, possível antecipá-lo e planejar ações que mitiguem as suas chances de incidência e extensão de danos".

Quando contratado, o(a) CRO tem a responsabilidade de sempre estar um passo a frente desses riscos, de modo a evitar que se concretizem e, caso surjam, um plano ou política interna seja capaz de contorná-lo quase que imediatamente.

No mesmo artigo você aprendeu que existem três tipos principais de riscos operacionais: o risco organizacional, o risco de operação e o risco de pessoal.

O risco organizacional diz respeito à estratégia e gestão do negócio. Um bom exemplo são certas metas que, embora propiciam um crescimento rápido no primeiro ano, levam a empresa a um crescimento insustentável. Nesse caso, o trabalho do(a) CRO é identificá-las, criando, entre outras coisas, requisitos para que elas não sejam aprovadas em próximos planejamentos.

Já o risco de operação está ligado à tecnologia - seja uma máquina utilizada na fabricação, seja nos sistemas informacionais dos computadores do escritório. Um risco muito comum hoje em dia é o vazamento de dados não apenas da empresa, mas também de seus clientes. Ciente disso, o(a) CRO pode se antecipar e fornecer um treinamento de Segurança da Informação a todos os funcionário dos setores administrativos, por exemplo.

Por fim, há o risco de pessoal. Como se pode imaginar, ele está diretamente ligado à mão de obra. Mesmo as empresas mais tecnológicas do mundo contam com o capital humano em diversas funções - desde o vendedor que conversa com os clientes nas lojas ao chefe de compras que negocia com os fornecedores. E é quase uma unanimidade que é aqui que os(as) CROs têm mais trabalho, afinal de contas, existem muitos comportamentos e desvios humanos capazes de levar uma empresa ao prejuízo. Não somos máquinas e não podemos ser programados. É um esforço constante para driblar possíveis fatores de falha humana, fraudes e desmotivação (para citar apenas alguns riscos de pessoal). 

Qual é a importância dos(as) CROs para as empresas?

Nem todas as empresas contam com um(a) em seu quadro, é verdade. No entanto, diante da sua capacidade de antecipar problemas e gerar lucro para o negócio (mesmo que seja apenas evitando prejuízos), é essencial que aja um(a) profissional designado(a) para essa gestão - como gerente de riscos, por exemplo.

Isso porque o número de empresas, especialmente iniciantes, que fecham as portas todos os anos no Brasil é bastante alto e isso se dá porque não foram capazes de antever certas ameaças. Com o olhar estratégico do(a) CRO temos certeza que boa parte delas teria ido muito mais longe.

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