Economia

Em seu balanço do 1º trimestre deste ano, a Suzano apresentou um prejuízo líquido de R$ 2,76 bilhões. Embora negativo, o resultado melhorou em relação ao mesmo período do ano passado, quando as perdas chegaram a R$ 13,42 bilhões. Na prática, houve uma redução de 79,5% nos números negativos de um ano para o outro.

O resultado financeiro líquido foi igualmente negativo em R$ 8,67 bilhões, afetado pelo impacto da variação cambial e de operações com derivativos. Mas também esse resultado foi melhor do que o do primeiro trimestre de 2020, quando o indicador ficou negativo em R$ 22,44 bilhões. A redução, no caso, foi de 61,4%.

SUZANO
Empresa vai investir na construção de nova unidade no Mato Grosso do Sul - Foto: Divulgação

A empresa, que é a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, registrou um avanço de 27,3% em sua receita líquida de janeiro a março, alcançando a marca de R$ 8,89 bilhões. O Ebitda ajustado, que é o resultado antes de juros, impostos, depreciação e a e amortização, ficou em R$ 4,86 bilhões, com uma alta de 61%.

A elevação da receita líquida, segundo a companhia, é explicada pela valorização do dólar médio, de 23%, e aumento no preço médio líquido da celulose em dólar, de 13%, parcialmente compensados pela redução de 6% no volume vendido de celulose e papel.

No trimestre, as vendas de celulose da companhia ficaram em 2,65 milhões de toneladas, com recuo de 6% no volume vendido de celulose e papel. Já as vendas de papel subiram 9%, para 291 mil toneladas.

No mesmo dia em que divulgou seu balanço, a Suzano anunciou uma nova fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, com capacidade de produção de 2,3 milhões de toneladas anuais, e início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2024. Os investimentos somam R$ 14,7 bilhões na parte industrial.

No mesmo dia em que comunicou a construção de uma fábrica de celulose com capacidade de produção de 2,3 milhões de toneladas no Mato Grosso do Sul, a Suzano elevou nesta quarta-feira, 12, a sua previsão de investimento neste ano de R$ 4,9 bilhões para R$ 6,2 bilhões. A nova estimativa inclui R$ 1 bilhão do projeto da nova unidade, cujo desembolso total alcançará R$ 14,7 bilhões até 2024.

Em fato relevante, a Suzano informa que o Projeto será financiado pela posição de caixa da companhia e pela geração de caixa, podendo ser complementado com financiamentos, desde que as condições sejam atrativas em termos de custo e prazo.

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