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Em junho, os depósitos na poupança superaram os saques em R$ 7,09 bilhões, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira, dia 6. O total de entradas ficou em R$ 296,38 bilhões no mês passado, e as retiradas em R$ 289,29 bilhões.

É o terceiro mês consecutivo de saldos positivos na poupança, no entanto, os números estão no vermelho no primeiro semestre deste ano, em R$ 16,54 bilhões. Resultado do forte movimento de retiradas nos três primeiros meses do ano, em que os investidores retiraram nada menos de R$ 27,5 bilhões, além dos depósitos efetuados no mesmo período.

Foto: Arquivo
Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real

Época em que, com a suspensão do pagamento do auxílio emergencial e volume maior de compromissos do início de ano, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), matrícula escolar, material escolar, e faturas do cartão de crédito com os gastos de fim de ano, os brasileiros tiveram de lançar mão das reservas depositadas na poupança.

Não por acaso, os depósitos passaram a superar os saques em abril, quando houve o retorno do auxílio emergencial, que será pago até outubro. Condição que deve favorecer desempenho positivo da poupança nesses próximos meses.

Captação recorde na pandemia

Em 2020, durante a pandemia, houve captação recorde na poupança, diante das incertezas trazidas pela pandemia e pelo pagamento do auxílio emergencial. Com isso, os depósitos superaram os saques em R$ 166,3 bilhões, o maior resultado da série histórica, iniciada em 1995.

O auxílio é pago em contas poupança digitais abertas pela Caixa Econômica Federal.

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