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O Hapvida (HAPV3) acumulou receita líquida de R$ 2,3 bilhões no quarto trimestre de 2020, crescimento de 27,3% em comparação ao mesmo período no ano anterior. A receita líquida de 2020 foi de R$ 8,6 bilhões, apresentando crescimento de 51,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Apesar dos números positivos, potencializados pelos 6,7 milhões de clientes em planos médicos e odontológicos, houve crescimento da sinistralidade, que chegou a 59,5%, aumento de 2,7 pontos percentuais.

Entre os fatores que alavancaram os sinistros estão: os custos adicionais advindos da entrada em operação de novas unidades assistenciais, do maior patamar de sinistro de quatro empresas adquiridas e, ainda, pela convivência entre procedimentos eletivos e os atendimentos e internações provocados pela Covid-19.

A receita líquida do Hapvida em 2020 foi de R$8,6 bilhões
Receita do Hapvida chega a R$ 2,3 bilhões no 4T20 - Foto: (Divulgação)

A receita líquida do 4T20 foi influenciada, principalmente pelos seguintes fatores:

  • Pelo aumento orgânico de 215 mil vidas na base de beneficiários de saúde e odonto ocorrido principalmente nas cidades de Fortaleza, Recife e Joinville;
  • Aumento de 5,8% no ticket médio de planos médicos, reflexo dos reajustes de preço implementados nos contratos existentes necessários para o equilíbrio econômico dos mesmos e das vendas novas;
  • R$ 174,5 milhões do Grupo São Francisco em outubro de 2020 (no 4T19 só foram incluídos os meses de novembro
  • dezembro/2019), R$ 65,6 milhões do Grupo América referente a outubro e novembro de 2020 (no 4T19 somente a receita de dezembro/2019 foi considerada), por R$ 31,1 milhões da RN Saúde, R$ 30,8 milhões da Medical (novembro e dezembro de 2020) e R$16,9 milhões do Grupo São José (somente dezembro/2020), empresas que foram adquiridas pelo Hapvida;
  • Pelo valor de R$134,8 milhões referente ao reconhecimento na receita de reajustes de 2020 (R$ 38,1 milhões retroativos referentes ao período de maio a setembro/2020 e o restante referente ao 4T20), mas que serão cobrados em 12 parcelas ao longo de 2021, conforme determinação da ANS.

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