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A Raízen, joint venture entre a Royal Dutch/Shell e a Cosan, contratou quatro bancos para a abertura de seu IPO, que deve ser considerada um dos maiores na história do mercado financeiro brasileiro – R$ 13 bilhões - em valores nominais.

Os coordenadores da oferta serão Bank of America, BTG Pactual (líder), Credit Suisse e Gitgroup. Outros bancos irão se unir ao sindicato ainda esta semana.

IPO da Raízen está previsto para movimentar cerca de R$ 13 bilhões - Foto: Raízen/Divulgação

Se as expectativas estiverem corretas, o IPO da empresa ocupará o ranking junto com o do Santander Brasil, que levantou R$ 13,1 bilhões em 2009.

Estratégia para crescer

A abertura de capital é uma estratégia para listar todas as companhias operacionais da Cosan. Os recursos adquiridos serão utilizados para auxiliar o desenvolvimento da estratégia de crescimento em energia renovável da Raízen e arredondar o capital da companhia.

A produção e comercialização de açúcar e etanol (Raízen Energia), e a venda de combustível, com 6,2 mil postos Shell (Raízen Combustível), são os principais negócios da empresa.

Na Raízen Energia, o benchmark é a Neste, uma companhia europeia que negocia com valores superiores a 15 vezes o EbitJBS registra lucro líquido de R$ 4,019 bilhões no 4º trimestre de 2020da.

Na de combustíveis, a Raízen pretende negociar a um prêmio sobre a Ultrapar, dona da Ipiranga, e a BR Distribuidora.

Assumindo um múltiplo de 10 vezes o Ebitda, a empresa terá um valor de mercado de mais ou menos R$ 90 bilhões.

Como a Cosan vale R$ 42 bilhões na B3, quando a Raízen se separar dela, a companhia se tornará a quarta maior em receita no Brasil./ com Reuters

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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