Economia

A produção industrial caiu 0,7% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, divulgou na manhã desta quinta-feira, dia 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda de 0,7% na produção industrial em fevereiro ante janeiro foi a mais intensa para o mês desde fevereiro de 2016, quando tinha recuado 1,3%. Este resultado interrompeu uma sequência de nove variações positivas consecutivas na margem.

Em relação a fevereiro de 2020, a produção subiu 0,4%. A indústria acumula alta de 1,3% no ano de 2021. Em 12 meses, a produção acumula queda de 4,2%, de acordo com o IBGE.

Produção industrial cai 0,7% em fevereiro e interrompe sequência de nove altas consecutivas
Na categoria de bens de consumo duráveis, a produção encolheu 4,6% em fevereiro ante janeiro.

A produção da indústria de bens de capital recuou 1,5% em fevereiro ante janeiro. Na comparação com fevereiro de 2020, o indicador avançou 16,1%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), divulgados pelo IBGE.

No acumulado em 12 meses, houve redução de 7,3% na produção de bens de capital.

Em relação aos bens de consumo, a produção registrou queda de 1,1% na passagem de janeiro para fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2020, houve redução de 3,2%. No acumulado em 12 meses, a produção de bens de consumo diminuiu 9,0%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, a produção encolheu 4,6% em fevereiro ante janeiro. Em relação a fevereiro de 2020, houve queda de 8,4%. Em 12 meses, a produção diminuiu 20,1%.

Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve redução de 0,3% na produção em fevereiro ante janeiro. Na comparação com fevereiro do ano anterior, a produção caiu 1,6%. A taxa em 12 meses ficou negativa em 5,9%.

Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, houve uma alta de 0,5%. No acumulado em 12 meses, os bens intermediários tiveram redução de 0,9%.

O índice de Média Móvel Trimestral da indústria registrou elevação de 0,2% em fevereiro.

Desempenho da indústria ainda deve ficar abaixo do esperado nos próximos meses

Para o economista da XP, Rodrigo Margato, apesar da menor demanda por bens industriais no período recente, a produção industrial tem sido sustentada por um processo de recomposição de estoques, que permanecem abaixo da média histórica e de patamares desejáveis para várias cadeias manufatureiras.

No entanto, com o avanço da crise do coronavírus, segundo o especialista, a atividade industrial deve apresentar números negativos adicionais no curto prazo.  “Nossa estimativa preliminar para o desempenho da produção industrial em março é de contração de 1,7%. Vale ressaltar que poucos indicadores coincidentes já foram divulgados”

A possível escassez de insumos em alguns setores industriais permanece como um risco importante a ser monitorado nos próximos meses. Margato acredita que não haverá problemas generalizados nas cadeias de suprimentos. “Isso corrobora nossa visão de que o declínio da produção industrial no curto prazo será muito mais suave do que o observado no primeiro semestre de 2020”, conclui. /com Agência Estado

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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