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As ações de Petrobras apresentam pequenas oscilações nesta quinta-feira, depois de cair, por volta de 14h as cotações estavam com ligeira alta de 0,15%, ao preço de R$ 22,95. Isso um dia depois de quatro diretores da Petrobras anunciarem que não renovarão seus mandatos para um novo período de gestão, e vão deixar a empresa. E também da decisão de venda de uma de suas refinarias.

Para o analista da RB Investimentos, Stefano Spinelli, a oscilação nos preços das ações no pregão de hoje está mais ligada à volatilidade nas bolsas internacionais e também na B3.

Troca de cadeiras na direção e venda de refinaria já estão precificadas nas ações da empresa

Ele explica que as mudanças na direção e também as notícias mais recentes de decisão de venda de refinarias da empresa, como a de Landulpho Alves, na Bahia, para o fundo de investimentos dos Emirados Árabes, que foi anunciada nesta quarta-feira, dia 24, já estão de certa forma embutidas, precificadas no nível de cotação atual.

O estrategista da Guide Investimentos, Luis Sales, afirma que a queda dos preços do petróleo no exterior pesam mais no comportamento de hoje das ações de Petrobras. Em perspectiva, as atenções ficam voltadas para o novo estatuto da companhia, se haverá mudança de rota na administração, se as privatizações serão mantidas, ou não. Por enquanto, segundo ele, a proposta de venda de refinarias está mantida para a quebra de monopólio.

A diretoria executiva teve seu mandato encerrado no dia 20 de março, e os diretores continuarão em seus cargos de forma interina, até que o novo presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, indique seus substitutos.

Estão de saída a diretora financeira, Andrea Almeida, o diretor executivo de Comercialização e Logística, André Chiarini, o diretor executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, e o diretor executivo de Desenvolvimento da Produção, Rudimar Lorenzatto.

Embora os motivos não tenham sido divulgados, esse movimento de troca das cadeiras já era esperado pelo mercado após a demissão de Roberto Castello Branco, pelo presidente Jair Bolsonaro.

Até porque há poucas semanas quatro conselheiros da Administração já tinham saído de seus postos: João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo Cesar de Souza e Silva e Omar Carneio da Cunha.

Mas toda a transição completa no comando de Petrobras ainda terá de enfrentar algumas etapas: o nome do general precisa ter a chancela dos acionistas em assembleia geral extraordinária agendada para o dia 12 de abril. Até lá, toda a direção permanece de forma interina em seus cargos.

A indicação de Silva e Luna já sofre um processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Comissão investiga o enquadramento do currículo do general ao que é exigido na Lei das Estatais.

Relatório da empresa surpreende o mercado

Foi surpresa para o mercado com o relatório que a Petrobras enviou à Securities and Exchange Commission (SEC), a CVM americana, por ter seus papeis, os ADRs, negociados na Bolsa de Nova York.. Nesse relatório, o 20F, a própria empresa alerta que as mudanças na composição do Conselho de Administração e da equipe podem resultar em incertezas adicionais significativas da Petrobras.

Fala também das dúvidas sobre os resultados da Assembleia Geral Extraordinária, que acontecerá no dia 12 de abril, em relação à formação do Conselho de Administração ou da equipe de gestão da empresa.

"É difícil prever as futuras decisões estratégicas, de negócios ou políticas ou visões que quaisquer membros recém-eleitos de nosso Conselho de Administração ou nossa equipe de gestão podem tomar ou ter, e não podemos prever como isso afetará os nossos negócios, nossos resultados operacionais e nossa condição financeira que, por sua vez, poderia afetar adversamente o valor de nossos títulos", diz o documento.

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Editora do Portal Mais Retorno.

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