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Economia

Perspectiva de expansão do crédito para 2022 no País é revisada novamente para baixo, aponta Febraban

Para este ano, a expectativa é que a carteira total de crédito se mantenha em ritmo de crescimento elevado

Data de publicação:18/11/2021 às 12:07 -
Atualizado 8 meses atrás
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A expansão esperada para a carteira total de crédito em 2022 passou por nova revisão de baixa, apontando para um viés de queda no próximo ano, segundo dados da Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas divulgada nesta quinta-feira, 18.

De acordo com o levantamento, na segunda revisão seguida para baixo, a alta vai de 7,4% para 7,3%, mais uma vez refletindo a deterioração das perspectivas econômicas e as condições financeiras ainda mais restritivas, em razão da alta mais acentuada da taxa básica de juros, a Selic. Na pesquisa anterior de agosto a alta esperada era de 7,8%.

Foto: Jenifer Corrêa
Segundo pesquisa da Febraban, carteira de crédito do País deve operar no terreno negativo em 2022, contrariando as expectativas de expansão - Foto: Envato

A revisão de baixa ocorreu principalmente na carteira com recursos livres (+8,0% ante +9,1% na pesquisa de outubro), enquanto a expansão projetada para a carteira direcionada ficou praticamente estável em 4,1% (ante 4,2%).

Para a maioria dos participantes do estudo, a elevação recente da Selic e outra alta esperada para a próxima reunião do Copom será capaz de trazer a inflação de 2022 para um intervalo de tolerância, com baixa possibilidade de chegar ao centro da meta. O Focus projeta um IPCA de 4,79% para o próximo ano.

Os entrevistados estimam mais um aumento de 1,5 ponto percentual na reunião de dezembro, seguida por duas altas de 1,0 ponto percentual nas reuniões de fevereiro e março do próximo ano, com a taxa de juros terminando o atual ciclo de ajuste em 11,25% ao ano.

Dados de 2021

Para 2021, a expectativa é que a carteira total de crédito deve se manter em um ritmo de expansão elevado e crescer 12,7% em 2021. A projeção é superior à registrada na última edição do levantamento (+12,3%), feita em outubro, e prossegue em linha com a estimativa feita pelo Banco Central, que é de expansão de 12,6%.

O levantamento mostra que o destaque foi a revisão feita na carteira de crédito livre, cuja estimativa de alta passou de 14,1% para 14,8%, impulsionada pela carteira Pessoa Jurídica Livre - estimativa de crescimento passou de 11,2% para 12,7%. Nesta carteira estão linhas como capital de giro, antecipação de faturas de cartões de crédito e desconto de duplicatas e recebíveis.

A pesquisa mostrou ainda que a revisão de alta da carteira livre destinada às famílias foi mais tímida, de 16,8% para 16,9%. Na carteira com recursos direcionados, a revisão também foi ligeiramente positiva, de alta de 8,0% para 8,1%.

"Devido aos bons resultados positivos da carteira de crédito nos últimos meses, ainda poderemos ter revisão de alta nas estimativas para este ano. O grande destaque de 2021 será a carteira destinada às famílias, com o aquecimento de linhas ligadas ao consumo, após a flexibilização das medidas restritivas e o avanço da vacinação", analisa Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.

Em relação à taxa de inadimplência da carteira livre, a pesquisa apontou uma ligeira alta nas projeções tanto para 2021 como para 2022, embora ainda sugerindo um cenário sob controle. Para 2021, a projeção subiu de 3,2% para 3,4%, retornando à estimativa do levantamento de agosto.

Para 2022, a estimativa foi de 3,5% para 3,7%. Em ambos os casos, as projeções seguem abaixo do patamar pré-pandemia (3,8%).

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