Economia

Os responsáveis pelas finanças das empresas estão mais confiantes em relação ao desempenho dos negócios e do futuro no Brasil. Isso é o que ficou demonstrado no Índice de Confiança do CFO, do segundo trimestre de 2021, elaborado pela Saint Paul Escola de Negócios e o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP).

De abril a junho, o índice atingiu 144,1 pontos, nível mais alto desde o início de sua apuração, em 2016. No estudo, são verificadas as expectativas dos executivos quanto à macroeconomia, ao seu setor e à empresa de atuação, para os próximos 12 meses.

Foto: Envato

Essa marca reflete, sobretudo, a percepção comparativa ao momento econômico e social e aponta para prognósticos otimistas.

O indicador relacionado à macroeconomia apresentou uma variação positiva de 10,6 pontos porcentuais, com relação ao trimestre anterior. Um resultado que vem baseado no aumento do quadro de funcionários e terceirizados, indicada por 52% dos respondentes.

O estudo também mostra que as principais preocupações apontadas pelas lideranças consultadas são a demanda do mercado interno e o custo de insumos, sobretudo com a aceleração inflacionária e escassez de produtos em alguns ramos de atividade. 

Inflação preocupa executivos

A atenção com a alta de preços se reflete também na expectativa dos CFOs em relação ao IPCA, de 5,8% para 2021, e por consequência da projeção da taxa básica de juros que também subiu em relação ao trimestre anterior, chegando a 5,6%, e o dólar é estimado a R$ 5,16 para o fim deste ano.

Como principais destinos dos investimentos previstos para os próximos doze meses aparecem o segmento de TI e ampliação da capacidade instalada.

Os executivos esperam por um crescimento médio para o PIB de 4,2%, em linha com as perspectivas de recuperação econômica para o ano. Uma expectativa calcada nos últimos números de avanço da economia do País, e os resultados apresentados em 2020, em que a base de comparação será bem mais baixa, com queda de 4,1%.

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