Mercado Financeiro

A Bolsa encerrou o pregão desta quinta-feira, 27, em alta de 0,3%, aos 124.366,57 pontos, devido a valorização do minério de ferro no mercado internacional, que inspirou dia novo dia de ganhos das siderúrgicas. A CSN, registrou elevação de 0,48%. Com ganhos mais acentuados, Usiminas e Gerdau tiveram valorizações de 0,5% e 2,11%, respectivamente.

Os bancos também registraram avanços. Os papéis do banco do Brasil avançaram 1,43% e os do Bradesco, 0,6%.

Foto: B3/Divulgação
Sede da B3 em São Paulo - Foto: B3/Divulgação

O dólar recuou 1,09%, cotado a R$ 5,255, valor próximo à mínima do mês. Investidores aguardam ansiosamente pela divulgação do resultado da inflação do PCE dos Estados Unidos em abril, nesta sexta-feira, porque indicador deve influenciar as próximas decisões do Fed em relação à taxa de juros.

"Os dados revelam que, apesar da economia norte-americana estar em processo de recuperação, não existe um superaquecimento como especulado ao longo do mês e isso abre espaço para o Fed seguir com sua política monetária expansionista. O dado de inflação de amanhã será definitivo para definir esse prognóstico", avalia o analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro.

Indústria e desemprego

No ambiente doméstico, os investidores absorvem sinais de leve retomada da confiança da indústria, que aumentou 0,7% em maio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

Na contramão, o volume de desemprego no País bateu um novo recorde no trimestre entre janeiro e março, de acordo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Porém, o resultado, raxa de desocupação de 14,7%, ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado, que apostavam em um intervalo entre 14,4% e 15,1%.

De acordo com os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o número de desempregados no período totalizou 14,8 milhões de pessoas. Ambos os dados, taxa de desocupação e número de pessoas fora do mercado de trabalho, são recordes perante a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Dólar em queda

O dólar manteve-se no vermelho nesta quinta-feira, alinhado à tendência da moeda americana no exterior em meio à alta dos juros dos Treasuries. A moeda americana à vista caiu 1,09%, cotada a R$ 5,255.

NY: mercado em leve alta

No mercado financeiro de Nova York, os contratos negociados nas bolsas tiveram leve alta nesta quinta-feira, com os investidores reagindo aos dados econômicos divulgados nesta manhã que podem indicar avanços inflacionários.

O índice Dow Jones registrou ganhos de 0,12%, e Dow Jones, de 0,41%. Já o Nasdaq recuou 0,15%.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou que Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu à taxa anualizada de 6,4% no primeiro trimestre de 2021, segundo revisão estimada.

O resultado confirmou a estimativa inicial, publicada há cerca de um mês, mas frustrou a expectativa de analistas, que previam alta de 6,6% no período.

Apenas os gastos com consumo, que respondem por cerca de 70% do PIB americano, saltaram 11,3% no primeiro trimestre deste ano. Originalmente, a alta havia sido calculada em 10,7%.

O órgão governamental informou também que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu à taxa anualizada de 3,7% entre janeiro e março.

Para os especialistas, o PCE é um dado de inflação ao consumidor que leva em conta os gastos da família, que as autoridades do Fed olham com muita atenção, como indicador importante para a administração da política monetária, o que pode acirrar as expectativas dos investidores

Já o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu 38 mil na semana encerrada em 22 de maio, a 406 mil, segundo dados com ajustes sazonais publicados pelo Departamento do Trabalho americano.

A redução foi maior que a esperada por analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam 425 mil solicitações.

O total de pedidos da semana anterior não sofreu revisão, mantendo em 444 mil. Já o número de pedidos continuados teve queda de 96 mil na semana encerrada em 15 de maio, a 3,642 milhões.

CPI da Covid: coronavac

No ambiente doméstico, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid segue sendo acompanhada pelo mercado. Nesta quinta-feira, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas está sendo ouvido no Senado para falar sobre a vacina Coronavac e a relação do instituto com o governo federal.

Na véspera, a comissão aprovou a convocação de nove governadores para depor, além do ex-chefe do Rio, Wilson Witzel, que foi cassado do cargo após um processo de impeachment.

O aval da comissão para que esses gestores compareçam ao colegiado atende a pedido de governistas, que desde o início dos trabalhos tentam direcionar o foco da CPI na apuração do destino de recursos federais repassados a Estados e municípios para combate à pandemia.

Na lista de governantes estaduais convocados estão Wilson Lima, do Amazonas; Helder Barbalho, do Pará; Wellington Dias, do Piauí; Ibaneis Rocha, do Distrito Federal; Mauro Carlesse, do Tocantins; Carlos Moisés, de Santa Catarina; Antônio Denarium, de Roraima; Waldez Góes, do Amapá; e Marcos Rocha, de Rondônia.

Além disso, os membros da CPI aprovaram a reconvocação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e o atual titular da pasta, Marcelo Queiroga, para um novo depoimento.

Ambos já testemunharam à comissão, mas a sua postura durante a oitiva não agradou ao grupo majoritário do colegiado, que apontou contradições e omissões nos testemunhos.

Apontados como integrantes de um suposto "assessoramento paralelo e extraoficial" do governo Bolsonaro sobre assuntos da pandemia, o empresário Carlos Wizard e do ex-assessor da Presidência Arthur Weintraub foram convocados no dia anterior para depor à comissão.

Sobre a falta de oxigênio em Manaus, os membros do colegiado convocaram o diretor da empresa White Martins, Paulo Barauna, para depor.

Durante sua oitiva, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello atribuiu à empresa e ao governo do Amazonas a responsabilidade pela crise de desabastecimento.

Bolsas asiáticas fecham em baixa

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, com investidores à espera de indicadores dos EUA para avaliar o impacto de pressões inflacionárias na maior economia do mundo.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,33% em Tóquio hoje, aos 28.549,01 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,18% em Hong Kong, aos 29.113,20 pontos, o sul-coreano Kospi cedeu 0,09% em Seul, aos 3.165,51 pontos, e o Taiex registrou perda de 0,25%, aos 16.601,61 pontos.

Nas últimas semanas, os mercados financeiros globais têm sido pressionados por temores de que o avanço na inflação, que se tornou um fenômeno mundial, leve grandes bancos centrais a reverter seus agressivos estímulos monetários mais cedo do que se imaginava.

Na China continental, por outro lado, as bolsas ficaram em terreno positivo nesta quinta-feira. O Xangai Composto subiu 0,43%, aos 3.608,85 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,79%, aos 2.399,27 pontos.

Dados oficiais mostraram que o lucro industrial chinês saltou 57% na comparação anual de abril, mas mostrou forte desaceleração ante o ganho de 92,3% visto em março.

Já o vice-primeiro-ministro da China e principal chefe de comércio, Liu He, teve um contato telefônico com sua contraparte dos EUA, Katherine Tai, para discutir o comércio bilateral entre os dois países, segundo comunicado. Foram as primeiras negociações de alto nível desde a posse do presidente americano, Joe Biden.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável hoje. O S&P/ASX 200 teve alta marginal de 0,03% em Sydney, aos 7.094,90 pontos. / com Tom Morooka e Agência Estado

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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