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A Klabin iniciou a operação da primeira máquina de Papel do Projeto Puma II, localizado em Ortigueira (PR), o maior investimento da história da companhia. Com capacidade produtiva de 450 mil toneladas, a MP27 dá início à produção do Eukaliner®, o primeiro papel kraftliner do mundo feito 100% com fibras de eucalipto.

Foto: Klabin
Eukaliner®, novo papel da Klabin feito com 100% de fibras de algodão - Foto: Klabin/Divulgação

O Projeto Puma II é resultado de um aporte de R$ 12,9 bilhões feito pela Klabin na construção de duas novas máquinas de papel até 2023, com produção de celulose integrada.

"Buscamos o que há de mais moderno para, assim como feito na Unidade Puma, tornar o Puma II referência mundial em sustentabilidade, tecnologia e inovação, alinhados aos princípios da indústria 4.0 e com o objetivo de oferecer ao mercado produtos de alta qualidade”, ", afirma Francisco Razzolini, diretor de Tecnologia Industrial, Inovação e Sustentabilidade da Klabin.

100% com fibras de eucalipto

A Klabin aproveitou a diversidade de seus ativos florestais e viabilizou o desenvolvimento do Eukaliner®, produto patenteado pela companhia e que já conta com 100% de sua produção vendida.

 "O Eukaliner® é o primeiro kraftliner do mundo feito exclusivamente a partir da fibra de eucalipto, que reúne uma série de diferenciais competitivos, entre eles uma estrutura mais robusta, melhor qualidade de impressão e ainda atributos de sustentabilidade, já que utiliza menos recursos para produção do mesmo volume de papel", explica Flávio Deganutti, diretor de Papéis da Klabin.

Nova máquina

Paralelo ao início de operação da MP27, as obras para construção da segunda máquina de papel do Projeto Puma II, que tem o seu startup previsto para 2023, segundo informou a Klabin. A MP28 terá como foco a produção de papel-cartão, com capacidade produtiva de 460 mil toneladas anuais.

Sustentabilidade

O Projeto Puma II foi projetado para aliar produtividade ao menor impacto possível ao meio ambiente, de acordo com a Klabin.

Dentre as diversas iniciativas previstas para entrar em operação está a instalação de uma planta de ácido sulfúrico que tornará a unidade autossuficiente na produção do composto químico, utilizado no processo produtivo da celulose e do papel e que utilizará como matéria-prima gases coletados na fábrica.

Outra iniciativa prevista, segundo a papeleira, é a instalação de uma planta de gaseificação de biomassa, que fornecerá combustível renovável ao forno de cal, substituindo o uso de combustível de origem fóssil.

Na unidade, também será instalado o turbogerador 3 (TG-3), que tem a finalidade de transformar a energia térmica do vapor (produzido nas caldeiras de recuperação e força, com base em biomassa) em energia elétrica.

"São ações cruciais para o combate às mudanças climáticas, tema de enorme relevância e que temos como premissa para este projeto e para os investimentos futuros da companhia. As iniciativas são parte de um plano estratégico para o alcance de metas e compromissos ambiciosos assumidos pela Klabin", completa Razzolini.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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