IPCA de abril sobe 0,61% ante alta de 0,71% em março, afirma IBGE
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 2,72% e em 12 meses, em 4,18%
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril com alta de 0,61%, ante um avanço de 0,71% em março, informou nesta sexta-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam um avanço desde 0,43% a 0,65%, mas acima da mediana positiva de 0,55%.
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 2,72%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,18% até abril, ante taxa de 4,65% até março, dentro das projeções dos analistas, que iam de 3,99% a 4,60%, mas novamente acima da mediana de 4,12%.
Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,71% em abril, após alta de 0,05% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,15 ponto porcentual para o IPCA.
Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,73% em abril, após ter recuado 0,14% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,66%, ante alta de 0,6% em março.
“Mercado tinha expectativa de desaceleração por conta do fim dos efeitos da reoneração dos combustíveis. A mediana do IPCA abril/23 (broadcast) era de 0,55%. Preços oscilam entre 0,43-0,65% e acumulado de 12m é de 4,12%”, diz Apolo Duarte, CFP®️, sócio e head da mesa de renda variável da AVG Capita.
Para Duarte, a frustração da expectativa impacta na curva de juros mais curta, que se torna mais alta, e na queda do índice futuro do Ibovespa no início do pregão nesta sexta.
O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).
O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item./com Agência Estado