Economia

O Executivo definiu rombo de R$ 170,5 bilhões como meta fiscal no projeto em que estabelece diretrizes para o orçamento de 2022, enviado ao Congresso nesta quinta-feira, 15. Em caso de aprovação, o ano que vem será o nono consecutivo em que o governo federal vai gastar valor superior à arrecadação.

De acordo com projeções contidas no projeto, este desequilíbrio fiscal deve persistir até 2024, o que totalizaria 11 anos seguidos de resultados primários deficitários. Entregue na data limite, a Lei de Diretrizes Orçamentária prevê ainda reajuste do salário mínimo de R$ 1.100 para R$ 1.147, alteração de 4,3% que não promove ganho real. 

PAULO GUEDES
De acordo com projeções do projeto enviado ao Congresso, os déficits devem persistir até 2024

Seria o terceiro ano consecutivo de reajuste de salário abaixo da inflação. De acordo com o Ministério da Economia, não há prazo para correção de defasagem do ano passado. O presidente jair Bolsonaro não concedeu aumento retroativo de aproximadamente R$ 2, devido à alta inesperada da inflação no fim de 2020.

A Constituição Federal prevê que os reajustes de salário devem manter o poder de compra. De acordo com o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, esta recomposição  do valor devidamente corrigido pela inflação vai ocorrer ao longo do tempo.

A necessidade de executar políticas de enfrentamento à pandemia forçou o governo a abrir os cofres e fazer déficit de R$ 743 bilhões, o maior já registrado, que elevou a dívida bruta a 89,3% do PIB.   

No projeto, o governo projeta crescimento de 2,5% do PIB em 2022. A previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 3,5%.   

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