Economia

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa as concessionárias, está menos otimista para as vendas de veículos em 2021. Revisou para baixo suas previsões sobre o desempenho do setor, de alta de 16% para 11,6% nas vendas.

Foto: Chevrolet/Divulgação
Fábrica da GM em Gravataí produz os modelos Onix e Prisma

Se a previsão for confirmada, o Brasil fechará 2021 com 2,3 milhões de veículos vendidos, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

Somente no segmento de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, a previsão é de crescimento de 10,7% - menos do que previsão de alta de 15,8% traçada pela entidade no início do ano.

Componentes e estoques

Ao divulgar as novas projeções, o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, disse que o mercado de automóveis sofre mais com a falta de modelos nas concessionárias - dada a falta de peças que compromete a produção das montadoras - e vem trabalhando com estoques muito baixos, suficientes para oito dias de venda.

É, segundo Alarico, um dos menores níveis de estoque na rede de revendas da história.

"A indústria não conseguiu retomar ainda a sua produção normal", comentou o presidente da Fenabrave, para quem a normalização no abastecimento de componentes eletrônicos, principal item em falta nas linhas de montagem, só deve acontecer no segundo trimestre do ano que vem.

Veículos pesados

Já em relação aos caminhões, menos dependentes em escala dos eletrônicos, a expectativa de aumento das vendas passou de 21,7% para 30,5%.

 De acordo com Alarico, com a safra recorde e a recuperação acima do previsto da atividade econômica, as concessionárias têm hoje encomendas para entregas até o início do ano que vem. Quanto aos ônibus, também houve aumento na previsão de vendas: de 8,2% para 10,6%. / com Agência Estado

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