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A crise trazida pela pandemia, de retração nas atividades econômicas, também teve impacto negativo no setor da construção. Uma das atingidas foi a Even Construtora, que registrou prejuízo líquido de R$ 89,273 milhões no 4º trimestre de 2020.

Esse prejuízo da Even foi uma forte reversão ao lucro de R$ 30,580 milhões atingidos no mesmo intervalo do ano anterior. A geração de caixa, no entanto, foi recorde na companhia, de R$ 447 milhões. A receita líquida caiu 5,12%, indo a R$ 455 milhões.

A Even também sofreu com a retação do mercado imobiliário - Foto (Divulgação)

Fato importante na empresa ao longo do ano, foi a descontinuidade das operações no Rio de Janeiro. Segundo comunicado da empresa, ao desconsiderar os efeitos dessa unidade de negócios, o resultado líquido do trimestre seria de R$ 111 milhões.

Já o lucro líquido em 2020, antes do impacto contábil com a unidade do Rio de Janeiro, ficou em R$ 215 milhões. Isso representa um crescimento de 80% sobre os números de 2019.

O Ebtida, que é o lucro antes de considerar os juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em R$ 133,830, crescendo 239% em relação ao ano anterior.

A Even e seus lançamentos em 2020

A Even é uma construtora e incorporadora nacional, com sede em São Paulo. Tem filiais em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. É especializada na construção de imóveis residenciais e comerciais.

A  construtora lançou dois  empreendimentos no quarto trimestre. Os destaques ficaram por dois deles no segmento de alto padrão.  Um na cidade de São Paulo, e outro em Porto  Alegre, por meio da Melnick (MELK3).

As duas operações totalizaram 482 milhões, com valor geral de vendas de R$ 28,274 milhões, 23% abaixo dos resultados atingidos no mesmo período em 2019. As vendas contratadas somaram R$ 658,784 milhões no último trimestre de 2020, queda de 2,82% em relação ao mesmo intervalo de comparação.

No total, foram 13 empreendimentos, que somaram R$ 1,4 bilhão.

A Even esclareceu que retomou os lançamentos em São Paulo já no 3º trimestre de 2020. E isso tão logo à percepção da volta de confiança do consumidor com a flexibilização das regras de confinamento, trazidas pela pandemia da Covid-19.

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