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Entre as supermercadistas que estão divulgando seus números trimestrais, Assaí (ASAI3) apresentou números sólidos e em linha com a expectativa de mercado, já o lucro do Carrefour (CRFB3) caiu, com impacto negativo de seus produtos não alimentares. Essas são algumas considerações da equipe de Research do BTG Pactual digital sobre as duas empresas.

Mesmo embutindo continuidade de boas perspectivas dos próximos resultados, as ações do Assaí foram negociadas no fechamento com queda de 1,33% às 16h30, cotadas a R$ 87,82.

Foto: Corretor Carvalho
Loja do Carrefour no bairro do Tucuruvi, em São Paulo

Assaí repetiu o bom desempenho de trimestre anteriores, mesmo com uma forte base de comparação do 2º trimestre de 2020 e com restrições de mobilidade da Covid-19. As vendas líquidas vieram 22% acima de 2020 e 3% acima do que os analistas do BTG Pactual esperavam.

No conceito de vendas das mesmas lojas, houve aumento de 9,5%, enquanto a inflação de alimentos ficou em 15% nos últimos 12 meses. Nos últimos 12 meses, a empresa inaugurou 19 lojas, sendo 3 no último trimestre. A maior lucratividade veio com a maturação da loja e mix favorável.

“As perspectivas de curto prazo para o Assaí devem seguir fortes apesar da desaceleração da inflação de alimentos no país”, afirmam os analistas.

E a perspectiva é de que os resultados continuem positivos, especialmente, por quatro fatores: forte histórico de execução, com apresentação de crescimento consistente de dois dígitos e melhora de margem nos últimos anos; alta produtividade da loja, acima de seus principais pares); exposição pura ao atacarejo, que é o formato de maior crescimento no varejo alimentar; e muito espaço para entregar uma expansão consistente, a área de vendas deve crescer 13% ao ano até 2025, enquanto a empresa deve abrir 28 lojas em 2021.

Números do Carrefour abaixo das expectativas

Analistas do BTG Pactual ressaltam que após os fortes resultados de 2020, o Carrefour teve um impacto negativo das vendas de itens não alimentares no 2º trimestre deste ano, seu lucro caiu 16,84%. As ações da empresa fecharam com queda de 1,31%, a R$ 19,54.

O destaque, segundo os profissionais foi o crescimento de 3,4% no segmento de alimentos, considerado a base de mesmas lojas. Isso resultou em um avanço de 11% ao ano, o que ficou 3,4% abaixo das projeções do banco.

Na bandeira Atacadão, as vendas cresceram 10,2%, diante da estimativa de 12% do mercado.  Como resultado, as vendas totais cresceram 20% ao ano, também 4% abaixo das projeções dos profissionais. A evolução foi impulsionada por 19 inaugurações de lojas no período, sendo 17 referentes a conversões do Makro.

“Os números mais fracos do que o esperado em suas operações de varejo + atacarejo foram mais do que compensados por um forte desempenho na divisão de financiamento ao consumidor do Carrefour”, ressaltam os profissionais do BTG Pactual.

“Números resilientes apesar de uma base comparativa mais forte, juntamente com um valuation atraente (14x P/L 2022E) e o potencial da fusão com o Grupo BIG, que deve expandir o alcance do Carrefour e fechar gaps de produtividade/margem são a base de nossa visão positiva sobre o nome”, comentam os analistas.

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