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Finanças Pessoais

Entenda a psicologia financeira e como se aplica no seu dia a dia

A psicologia financeira é um estudo do comportamento e hábitos humanos em relação ao dinheiro, com isso será possível poupar e investir dinheiro para o futuro.

Data de publicação:16/02/2022 às 11:00 -
Atualizado 3 meses atrás
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Cada vez mais, as pessoas estão se atentando para a importância de poupar dinheiro. No entanto, muitas não são capazes de controlar suas economias, por conta de emoções, falta de conhecimento e impulsos. E aí que entra a psicologia financeira e como devemos aplicá-la na nossa rotina.

Quem resiste ao impulso daquela promoção de 50% de desconto na sua loja virtual favorita? Mas isso terá um impacto no seu orçamento mensal. Por isso, que não podemos deixar que as emoções controlem seu bolso. É preciso criar novos hábitos, que começa com a psicologia financeira e vai até a educação.

Atualmente, há 61 milhões de brasileiros inadimplentes. Um dos principais motivos para isso é falta de disciplina financeira. A forma que o indivíduo lida com o dinheiro tem influência direta nas decisões de consumo e no planejamento financeiro para o futuro. Isso pode levar a compras em excesso, ansiedade, alívio de estresse e até depressão.

De acordo com a CNDL – Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, 80% dos consumidores que não conseguem pagar as dívidas ficam deprimidos. Nesse sentido, os conceitos da psicologia financeira podem ajudar no comportamento do consumidor no dia a dia.

Definição de psicologia financeira

A psicologia financeira é o estudo do comportamento humano em relação ao dinheiro. Ela analisa como as emoções e impulsos levam às pessoas gastar o que não têm ou fazer uma compra desnecessária.

Esse estudo tem como objetivo ajudar as pessoas a alcançarem maior controle das finanças, e saber a diferença entre consumo consciente e compra por impulso. Por exemplo, se a máquina de lavar da sua casa quebra, você vai precisar comprar outra. Essa é uma compra racional, baseada numa necessidade, em que você vai pesquisar o melhor modelo que te atenda em conjunto com uma boa opção financeira. Isso se chama consumo consciente.

Uma compra de roupa, ou de comida por aplicativo de entrega são situações de impulso. A psicologia financeira ajuda a identificar o comportamento humano sobre o uso de dinheiro, suas variáveis, a realidade de cada um, bem como seus objetivos. Para isso, o estudo avalia as decisões econômicas, atitudes de cada pessoa, incluindo dificuldade de conciliar a renda, endividamento, despesas e outros obstáculos.

Fatores que influenciam na relação homem e dinheiro

A relação do ser humano com dinheiro é impactada por vários fatores, sendo que os principais são cultura social e padrões familiares

Cultura social

De acordo com informações do Relatório Global do Sistema Previdenciário de 2020, quase 90% dos brasileiros que possuem mais de 25 anos não guardam dinheiro com objetivo de aposentadoria. Já 67% dos brasileiros em geral não conseguem poupar dinheiro algum. Isso acontece por um aspecto cultural da sociedade do país.

No ensino brasileiro, não há matérias como educação financeira. Na fase adulta, os consumidores acabam sucumbindo aos prazeres imediatos de consumo, em vez de pensar a longo prazo e nas recompensas de poupar dinheiro.

Padrões familiares

Durante décadas, não havia educação financeira infantil disponível. Dessa forma, os padrões familiares eram seguidos de geração em geração. Portanto, filhos de pais com dívidas, dificilmente iriam se tornar pessoas controladas financeiramente.

Em contrapartida, pais que poupavam dinheiro em investimentos certos, foram capazes de criar um comportamento positivo em seus filhos. Dessa forma, os valores financeiros dos pais tendem a moldar a maneira como os filhos vão se relacionar com o dinheiro.

Para que serve a psicologia financeira?

O principal objetivo da psicologia financeira é estudar as atitudes das pessoas em relação ao dinheiro, para ampliar a consciência humana financeira. Através de técnicas comportamentais, o indivíduo será capaz de mudar sua visão negativa sobre organização de finanças e passar a gastar com responsabilidade.

Para isso, é importante entender o perfil financeiro de cada pessoa, entre outras informações. Você gasta demais? Compra por impulso? Extrapola sua renda? Você tem um perfil esbanjador que pode ter influência familiar. Pessoas com esse tipo de perfil, tentem a não guardar dinheiro.

Para mudar esse perfil, é preciso ter força de vontade e mudar o comportamento. Comece por cortar gastos que não são necessários. Você vai perceber que o dinheiro vai começar a sobrar. A partir daí, você poderá começar a poupar e investir seu dinheiro.

Se tiver dívidas pendentes, é fundamental negociá-las para reduzir juros altos de cartão de crédito, cheque especial, entre outros. Se for possível, negocie o saldo devedor com parcelas que cabem no seu orçamento.

Como reforço positivo da psicologia financeira, é necessário que você estabeleça um objetivo para guardar dinheiro. Viajar? Fazer uma pós-graduação? Comprar um imóvel? Um carro? Depois de traçar o objetivo, faça uma programação para poupar dinheiro, determinando o período que você deseja alcançá-lo. Com isso, negocie suas dívidas e corte gastos.

Invista seu dinheiro

A principal forma de guardar dinheiro é investi-lo para render. Para começar a investir, você descobrir qual é o seu perfil de investidor, que também faz parte da psicologia financeira. Há três tipos de perfil de investidor: conservador, moderado e arrojado.

Pessoas com perfil conservador evitam as flutuações do mercado, e preferem investimentos de renda fixa, sem riscos. Os de perfil moderado aceitam um pouco de risco, em troca de um ganho a mais, desde que seja com cautela. Já os mais arrojados preferem investimentos com rendimentos maiores, como o mercado de ações, e estão dispostos a correr riscos.

Além disso, é importante dividir os investimentos em dois tipos: um para realizar seus objetivos e outro para reserva de emergência. Dessa forma, caso aconteça algum tipo de imprevisto, você não vai comprometer o seu orçamento.

Como usar a psicologia financeira a seu favor?

Para usar a psicologia financeira a seu favor, é importante avaliar cada uma de suas decisões e assumir bons hábitos financeiros. Confira, algumas dicas sobre psicologia financeira:

  • Identifique seus padrões comportamentais;
  • Defina metas de mudança;
  • Determina seus maus hábitos financeiros;
  • Estude o mercado de investimento para escolher as melhores opções para você investir;
  • Busque por conhecimento e faça cursos sobre educação financeira;

A educação financeira é uma das principais aliadas da psicologia financeira. Com ela, você terá uma consciência maior dos seus hábitos financeiros e evitar possíveis ciladas. A partir daí, você poderá desenvolver uma relação saudável com o dinheiro.

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