Renda Variável

O setor de comunicação é um dos menores da B3, que é a Bolsa de Valores do Brasil. Embora a variedade de empresas não seja tão grande como em outros segmentos, isso não significa que ele não deva ser considerado pelos investidores.

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Isso porque, apesar da baixa variedade de companhias, aqui estão algumas das empresas mais perenes do mercado acionário brasileiro. Vamos conhecer então um pouco mais sobre o segmento e se vale a pena investir nas empresas de comunicação.

O que é o setor de comunicação?

O setor de comunicação abrange empresas que atuam em atividades de comunicação. Isso vale tanto para telefonia, permitindo conversas entre pessoas, como também para as companhias de marketing e conteúdo. Estamos falando, portanto, em dois grandes grupos: mídia e telecomunicações.

Nos tempos atuais, é um segmento que tende a apresentar evolução nos próximos anos, em especial conforme a evolução da tecnologia. Podemos mencionar a internet no modelo 5G (quinta geração) ou mesmo os mecanismos de marketing digital, que vêm ganhando espaço com os mais variados tipos de negócios em função do seu custo versus benefício.

Pela baixa variedade de empresas na bolsa brasileira desse segmento, as grandes marcas de telecomunicação concentram a enorme parte dos investimentos. Vamos conhecer um pouco mais sobre as oportunidades existentes na bolsa de valores.

Quais são as empresas do setor de comunicação?

Como adiantamos, as companhias do setor de comunicação acabam se dividindo basicamente em dois grandes grupos: mídia e telecomunicações. Na sequência, vamos conhecer um pouco mais desses dois setores e também quais são as empresas listadas na bolsa nas quais podemos investir.

Mídia

Composto por empresas menos conhecidas pelos investidores de um modo geral, as companhias de mídia são responsáveis por atividades relacionadas ao mercado publicitário.

Atualmente, contudo, temos apenas um representante para o setor que é a Eletromidia, uma companhia focada em anúncios digitais. O principal produto da empresa é permitir esse tipo de publicidade em telas, principalmente usando de espaços públicos como metrôs, shoppings ou edifícios.

Recentemente, quase tivemos um novo representante para o segmento que foi a Conexão Enterprise, empresa responsável por promover eventos de empreendedorismo. No entanto, o seu IPO foi cancelado.

Empresas de mídia listadas na bolsa de valores

Telecomunicações

A maior parte do setor de comunicação está relacionado com telefonia. Aqui, estão algumas das maiores empresas do Brasil como Telefônica, Oi e Tim, por exemplo. É bem provável que você mesmo seja cliente de alguma dessas marcas.

O setor também conta com a Intelbras que, apesar de ser uma empresa de comunicação, tem um foco maior em segurança com câmeras de monitoramento, interfones e também telefones fixos, por exemplo.

Empresas de telecomunicações listadas na bolsa de valores

Quais são as vantagens de investir no setor de comunicação?

De um modo geral, como há uma concentração do segmento em empresas de telefonia, o cenário do setor de comunicação acaba sendo bem exposto a esse tipo de atividade.

Neste contexto, a principal vantagem está na previsibilidade de receitas. As companhias de telefonia, afinal, trabalham com boa parte de suas receitas atreladas aos planos de assinatura. Com o modelo de mensalidade, fica mais fácil prever a geração de caixa e estimar o crescimento de cada organização.

Além disso, as empresas tendem a ser boas pagadoras de dividendos. Trata-se, portanto, de uma atividade com bom nível de interesse para quem busca uma estratégia para geração de fluxo de caixa.

Outro ponto positivo dessas companhias maiores de comunicação está na sua base de clientes. São empresas com abrangência nacional e com ótima diversificação geográfica.

No entanto, vale ressaltar que esse é o cenário das grandes empresas de telefonia. Intelbras e Eletromidia, por exemplo, pertencem ao setor de comunicação, mas possuem um modelo de negócio diferente. É preciso entender caso a caso.

Quais são os riscos de investir no setor de comunicação?

E em relação aos riscos do segmento? O maior deles talvez seja a regulação do setor. Empresas de telecomunicação são altamente fiscalizadas pelas agências competentes, podendo sofrer com sanções em caso de descumprimento de algum fator.

Ademais, como você mesmo pode perceber enquanto consumidor, é um segmento de alta concorrência. Sendo assim, a competição tende ser um desafio a todas as empresas do setor de comunicação.

Para companhias menores, como a Eletromidia, os riscos se elevam também a outros fatores. É o caso, por exemplo, de não contar com uma estrutura de caixa tão sólida como a Telefônica — algo que torna um cenário de crise, que afeta fortemente a sua atividade, ainda mais perigoso.

O setor de comunicação é seguro?

No mercado de ações, chamar algum segmento de "seguro" não é o que recomendamos. Isso porque, mesmo em negócios mais resilientes, os papéis das empresas estão expostos aos próprios resultados e às expectativas dos investidores.

Um bom exemplo disso é o que ocorreu com a Oi. Embora o setor de telecomunicação seja menos volátil em função da sua previsibilidade de receitas, isso não impediu que a empresa acabasse entrando em recuperação judicial. Esteja sempre atento aos riscos, pois eles existem para qualquer setor no universo da renda variável.

Vale a pena investir no setor de comunicação?

Como acontece com todo e qualquer tipo de investimento, o setor de comunicação pode ou não ser recomendado a depender do tipo de estratégia do investidor.

Para quem busca a geração de um fluxo de caixa, grandes empresas de telefonia podem ser um bom caminho, aproveitando-se dos dividendos. O crescimento das ações, contudo, tem um cenário mais desafiador visto que essas companhias já possuem um grande porte.

Além disso, é preciso comparar as características particulares de cada empresa. A Telefônica, por exemplo, apresenta liderança de mercado, mas também possui maior exposição à telefonia fixa do que seus pares.

De um modo geral, portanto, o setor de comunicação pode sim ser utilizado pelo investidor para a montagem de uma carteira de ações. Contudo, até mesmo considerando a baixa variedade de empresas listadas em bolsa, é recomendável que exista uma diversificação setorial.

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Imagem do autor

Formado em Administração pela PUC-SP. Trabalhou em empresas do segmento financeiro (Itaú BBA) e varejo (BRMALLS) até 2016, quando iniciou a jornada de produção de conteúdo para a internet com foco em finanças.

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