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Dexco: lucro líquido recorrente atinge R$ 267,547 mi no terceiro trimestre, avanço de 52,3%

A receita líquida atingiu R$ 2,177 bilhões, crescimento de 22,4% ante mesma base de 2020

Data de publicação:28/10/2021 às 12:29 - Atualizado 3 anos atrás
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A Dexco (ex-Duratex), fabricante de louças e metais sanitários, revestimentos cerâmicos e painéis de madeira, obteve lucro líquido recorrente de R$ 267,547 milhões no terceiro trimestre de 2021. O montante foi 52,3% do que no mesmo período do ano passado.

Lucro líquido da Dexco avançou 52,3% no terceiro trimestre e somou R$ 267,547 milhões - Foto: Reprodução

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado e recorrente da companhia somou R$ 604,098 milhões, alta de 39,3% na mesma base de comparação. O número foi recorde para a empresa. A margem Ebitda aumentou 3,3 pontos porcentuais, para 27,7%.

A receita líquida atingiu R$ 2,177 bilhões, crescimento de 22,4%. A Dexco registrou queda nos volumes de expedições de todas as suas linhas industriais - Deca, Madeira e Cerâmicos.

Mesmo assim, a companhia ampliou a sua receita graças a ajustes no seu mix de produtos, dando maior ênfase aos itens de maior valor agregado.

A empresa também disse que foi bem-sucedida na implementação de aumentos de preços com ganhos reais, superando a inflação. A Dexco manteve altos níveis de utilização fabril, o que ajudou na diluição de custos e melhora das margens.

O custo dos produtos vendidos subiu 18,6% na comparação anual, chegando a R$ 1,267 bilhão. Este crescimento se deu em razão do incremento dos custos dos insumos, como gás natural e itens ligados à produção de resina (metanol e ureia).

Despesas, resultado financeiro e dívida

As despesas com vendas cresceram 13,8%, para R$ 241,4 milhões. E as despesas gerais e administrativas tiveram alta de 35,6%, para R$ 76,497 milhões. Aqui pesaram as despesas com a reestruturação das marcas (mudança do nome Duratex para Dexco) que custou R$ 12,919 milhões. Se não fosse este item, as despesas gerais e administrativas teriam subido 11,9%.

Já o resultado financeiro foi negativo em R$ 38,9 milhões, piora de 18,2%, devido ao efeito da alta da taxa de juros sobre a dívida da companhia.

A sua dívida líquida recuou 9,5%, para R$ 1,705 bilhão. A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda nos últimos 12 meses) baixou de 1,79x para 0,81x. / com Agência Estado

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