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Economia

Como se comportar diante das oscilações do mercado

Como se comportar diante das oscilações do mercado Volatilidade no mercado de ações é o conceito referente às oscilações de mercado, ou seja, quando o valor…

Data de publicação:01/10/2021 às 10:58 -
Atualizado 3 meses atrás
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Como se comportar diante das oscilações do mercado

Volatilidade no mercado de ações é o conceito referente às oscilações de mercado, ou seja, quando o valor das ações apresenta flutuações acima ou abaixo da média de preço.

Algumas aplicações são mais suscetíveis a essa volatilidade do que outras, portanto, cada uma possui suas especificidades em relação a essas flutuações. Em outras palavras, cada aplicação depende de uma série de fatores que influenciam na alta ou baixa de preços.

Foto: Envato mercado bolsa

A volatilidade pode ser também uma ferramenta para investidores mais acostumados a essas flutuações de preço, ou seja, por meio da análise atenta dos ativos, o investidor pode se utilizar dessas altas e baixas para comprar ou vender quando mais lucrativo.

É importante pontuar que o conceito de volatilidade não é necessariamente negativo ou positivo e, esses julgamentos de valor vão depender de cada caso e cada aplicação.

Dentre os investimentos de renda variável, a Bolsa de Valores é a que apresenta as negociações mais complexas, afinal, o sobe e desce dos valores dos preços das ações são movimentos constantes aos quais o investidor deve estar acostumado.

Assim, a análise cuidadosa e experiente das ações é essencial para o bom aproveitamento das oportunidades.

Confira abaixo um guia acerca dos padrões de volatilidade que podem ajudá-lo a diversificar suas ações e a conseguir mais lucro nas suas aplicações!

O que é volatilidade?

Ainda que o mundo dos investimentos de renda variável seja um tanto quanto impreciso, existem algumas ferramentas de análise que podem ser úteis na hora de estudar os preços dos ativos e as projeções em determinado período de tempo. A volatilidade é uma dessas ferramentas. Trata-se de uma medida estatística que propõe a medição de frequência e intensidade nas oscilações de preço das ações.

A volatilidade mensura variações de preços dos ativos, portanto, quanto mais volátil uma ação se apresenta, mais imprevisível ela é. Portanto, além de medir essas variações, a medida de volatilidade pode ser útil na hora de escolher ações que sejam mais adequadas ao perfil do investidor. Uma ação com alta volatilidade pode ser mais rentável para perfis arrojados, ou seja, para aqueles perfis que não se preocupam muito com os riscos.

Riscos são inerentes ao mercado de ações de renda variável, afinal, não há garantias de alta ou baixa, ou mesmo dos períodos de estabilidade dessas ações. Sendo assim, para assegurar sucesso nesse mercado, é importante a análise prévia das ações mais adequadas a cada perfil, tendo em vista sempre quais são os objetivos a serem alcançados.

Os riscos também são fatores a serem utilizados por investidores competentes que conhecem o mercado das ações há mais tempo, aqueles que possuem uma familiaridade maior com as oscilações e com os mecanismos de análise. Assim, os níveis de volatilidade podem ser indicativos de lucro ou então podem indicar riscos recorrentes.

Como a oscilação pode ser útil aos investidores?

A diversificação da carteira é uma das estratégias para uma carreira de sucesso no mundo dos investimentos. Manter ativos com padrões diversos de volatilidade é uma forma de manter-se sempre em alta, ou pelo menos, na média. Em outras palavras, quando uma carteira de ações é diversificada o investidor conta sempre com pelo menos um ativo em alta, ainda que outro esteja em baixa.

A escolha das ações para manter essa carteira diversificada pode partir de uma análise de volatilidade. Ao verificar as probabilidades diárias, quinzenais e mensais, o investidor poderá ter uma ideia mais abrangente de como os ativos podem se comportar em determinado período. Assim, a compra das ações deve se dar em concordância com esses parâmetros. Confira abaixo algumas dicas para aplicar na prática a medida da volatilidade:

Permite fazer aportes adequados ao perfil do investidor

O perfil de investidor é mais uma das ferramentas essenciais ao mundo dos investimentos, afinal, a ideia é fazer uma autoanálise que possa responder a perguntas elementares como: objetivo ao investir; previsões e aspirações de futuro; e também qual é a porcentagem de risco que se está disposto a correr para buscar lucro.

Investidores com perfil mais conservador buscam aqueles investimentos que apresentam um nível baixo de volatilidade, que não sofrem alta ou queda bruscas. Os lucros desses investimentos costumam ser menores, porém, os riscos são bem mais baixos do que aqueles de volatilidade alta.

Gera oportunidades na especulação

Como dito anteriormente, a volatilidade pode ser também uma ferramenta valiosa na hora de escolher os ativos. Além da escolha, ela também auxilia os especuladores no manejo dos riscos, afinal, quanto mais volátil a ação, maior é o seu risco.

No entanto, a análise com as medidas de volatilidade pode ajudar a maximizar os lucros. Ativos mais voláteis são interessantes, sobretudo, a perfis mais arrojados com grande tolerância a riscos.

Estimula o controle emocional

Por seu caráter imediatista e de urgência, o mercado das ações pode ser um espaço de emoções exacerbadas. Decisões precisam ser tomadas rapidamente e riscos altos costumam ser comuns nessas transações.

Assim, a compreensão das medidas de volatilidade pode ser uma aliada no desenvolvimento do controle emocional. Utilizar-se da razão para analisar quando as ações devem ser vendidas e qual é o melhor momento para essa negociação é uma forma de exercer esse controle emocional.

Quais são os riscos das oscilações de mercado?

Volatilidade implica risco, uma vez que existe sempre uma chance de o retorno do investimento não ocorrer como previsto por conta das oscilações comuns ao mercado de ações. Desta forma, compreender a relação entre os dois conceitos é essencial para ter uma ideia mais completa do funcionamento desse mercado.

O conceito de volatilidade implica na possível perda de parte do lucro, ou ainda do valor total investido. Portanto, uma carteira diversificada é essencial para que essas eventuais perdas não sejam insuperáveis. Em todo caso, a volatilidade é a medida utilizada para mensurar esses riscos.

Como calcular a volatilidade, afinal?

Investidores se utilizam de diversas formas para analisar os padrões de volatilidade, sendo que todas elas são corretas. A volatilidade não pode ser calculada com precisão uma vez que ela obedece às leis intrínsecas ao mercado de ações, e as oscilações deste acontecem como parte do sistema.

Assim, o desvio padrão da rentabilidade histórica de um ativo é uma das formas mais populares de se medir a volatilidade. Esse sistema consiste em analisar determinado período de tempo, ou seja, um histórico predeterminado, para avaliar como as ações tem se saído.

Outro sistema recorrente é a análise do comportamento relativo das ações, ou seja, analisa-se esses padrões de acordo com a oscilação do próprio mercado de ações. Para melhor compreender a análise de volatilidade, é importante conhecer três conceitos úteis: volatilidade histórica; implícita e real. Confira:

Volatilidade histórica

Na volatilidade histórica, é feito um levantamento de dados de oscilações e comportamento das ações em determinado período. Assim, é feita a análise desses comportamentos que podem ser utilizados também como projeções para o futuro. No entanto, é importante estar ciente de que essas previsões não são certas.

Volatilidade implícita

Na volatilidade implícita é levada em consideração uma série de variáveis, sendo que a volatilidade histórica é um deles. Além disso, é analisado também os padrões do mercado de ações e como os preços são negociados, quais são as projeções, entre outros.

Volatilidade real

A volatilidade real analisa os preços reais das ações e suas oscilações diárias. Assim que um ativo apresenta uma queda ou uma alta no preço, esses valores atualizados são compilados em dados que vão servir às projeções da volatilidade histórica.

Como funcionam as oscilações no mercado de investimentos?

Considerar as oscilações das ações de interesse é essencial antes de aplicar o seu dinheiro. Tendo em mente as informações acerca da volatilidade e das formas de análise da mesma, fica mais fácil entender como escolher aqueles investimentos que possam melhor representar seus interesses.

A volatilidade maior de um ativo é indicativo de maiores lucros, porém os riscos são proporcionais. Caso o seu interesse seja lucros mais altos, então os ativos com índices de volatilidade mais acentuados serão os indicados. A opção por ações com índices mais baixos de volatilidade é menos arriscada, porém os lucros também são menores.

Portanto, acompanhar esses índices de volatilidade é uma forma de conhecer as probabilidades de lucros, assim como os riscos intrínsecos a cada um desses ativos. Essa análise se prova ainda mais pertinente se o seu interesse for na área da especulação financeira.

Em todo caso, os riscos também devem ser analisados no curto ou no longo prazo. Para investimentos no longo prazo, as oscilações não são tão importantes quanto naqueles de curto prazo, afinal, a venda dessas ações poderá ser feita a qualquer momento e quando ela representar um risco maior.

Tesouro Direto

Investir em títulos públicos ofertados pelo Governo Federal é uma boa opção para aqueles que desejam fazer investimentos de baixo risco. O Tesouro Direto é um investimento de renda fixa que oferece títulos do governo com juros predeterminados e é assegurado pelo tesouro nacional.

Assim, o investidor conta com uma segurança maior ao depositar seu dinheiro nesse tipo de ações uma vez que este fica assegurado pelo governo. É como se fosse um empréstimo ao governo federal e esse devolve os valores acrescidos de juros previamente acordados.

O Tesouro Selic é uma das opções viáveis para quem deseja investir sem correr muitos riscos. No caso dos títulos do Tesouro Direto, a baixa volatilidade costuma atrair aqueles investidores que buscam manter seu dinheiro em crescimento, porém sem os riscos intrínsecos ao mercado de ações.

No entanto, é importante levar em consideração que o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA estão expostos à volatilidade. Ou seja, deve-se analisar se o rendimento dos investimentos não está se perdendo por conta dos valores dos juros sofrendo com as flutuações do mercado.

Como analisar as oscilações no curto prazo?

As oscilações de valores são muito comuns em rendimentos de curto prazo. Assim, analisar a volatilidade desses rendimentos é essencial para que a manipulação desses ativos traga lucros, ou seja, analisar para que possa fazer a venda quando os mesmos apresentarem alta.

Desta forma, a volatilidade se coloca como uma característica desse tipo de investimento, além de estar comumente atrelada àqueles ativos com maiores probabilidades de render lucros mais altos. Como estes promovem lucros mais altos, os riscos também são proporcionalmente maiores.

Aplicações de renda fixa são excluídos automaticamente desse modelo de investimento. Aqueles atrelados à taxa Selic também, assim como os ativos do Tesouro Direto. Esses investimentos costumam apresentar baixa volatilidade e pouco risco, assim como um lucro menor. Investidores com o perfil conservador são o público alvo para esse tipo de investimento de menor risco.

O mercado de ações, as commodities, além das negociações diárias são exemplos de investimentos de alta volatilidade. As operações conhecidas por Day Trade, ou sea, aquelas ações de curtíssimo prazo que são negociadas no mesmo dia, costumam apresentar uma volatilidade ainda maior. A análise desses padrões é muito importante para manter o lucro.

O conhecimento do investidor também é um diferencial que pode ser a chave para o sucesso. Analisar o mercado de ações e os padrões de investimento são essenciais para assegurar uma boa negociação, sobretudo em relação às ações de curto prazo.

Além de apresentar o fator de risco, a volatilidade apresenta também oportunidade e é por isso que o conhecimento dos tipos de negociação disponíveis pode ser uma boa opção para usar a volatilidade a seu favor.

Exemplos de oscilações no mercado de investimentos
Conhecendo o conceito de volatilidade, além de informações sobre como ela se dá no mercado de ações, é importante conhecer também as aplicações mais práticas dessa ferramenta de negociação de ações.

Confira abaixo alguns exemplos de base da aplicação da volatilidade a seu favor:

Exemplo 1:

Pense em um exemplo básico: Uma ação vale R$ 15,00, porém ela sofre uma oscilação diária de R$ 0,25 para baixo ou para cima no período de um dia. Uma outra ação custa o mesmo valor de R$ 15,00, porém, há uma oscilação de R$ 3,00 de um dia para o outro.

Com base nesses dados e aplicando as informações sobre volatilidade você consegue mensurar qual dessas ações apresenta um maior risco? Pode-se dizer que o primeiro investimento apresenta uma menor volatilidade, uma vez que a oscilação de preço é menor.

O segundo exemplo, por sua vez, é mais volátil uma vez que os valores de oscilação são maiores e ocorrem de um dia para o outro. Portanto, aplicando a teoria da volatilidade é possível escolher uma ou outra ação de acordo com seus objetivos.

É possível também analisar a volatilidade em longo prazo. Em ativos que podem ser negociados tanto no curto quanto no médio ou longo prazo, a volatilidade se mostra uma ferramenta interessante de análise. Confira:

Exemplo 2:

Se dois ativos custam, cada um R$ 100,00, sendo que um deles – que chamaremos de “x” demonstra uma volatilidade anual de 30%, e o outro – que chamaremos de “y” – demonstra uma volatilidade anual de 60% ao ano, é possível mensurar que, em relação a valores o ativo X pode manter uma flutuação entre R$ 70,00 a R$ 130,00. Por sua vez, o ativo y mantém uma flutuação entre R$ 40,00 e R$ 160,00.

Desta forma, é possível analisar qual desses ativos demonstra uma maior volatilidade. Lembre-se sempre que uma maior volatilidade apresenta maiores chances de lucro, assim como uma volatilidade mais baixa apresenta lucros menores. Os riscos ocorrem proporcionalmente também.

O investimento em y pode proporcionar lucros maiores, assim como o investimento em X pode apresentar lucros menores, porém os riscos também são menores. A opção por cada uma dessas ações dependerá exclusivamente do seu perfil de investidor e de seus objetivos.

Conclusão

Investimentos são negociações de risco e este pode ocorrer em maior ou menor grau. A escolha pelo curto ou pelo longo prazo também aumenta ou diminuiu a volatilidade e, consequentemente os níveis de risco. A preparação psicológica e financeira deve ser sempre construída de forma a fazer os investimentos trabalharem a seu favor.

Conhecer o perfil de investidor, fazer os testes que apontam quais são os tipos de ações indicados a cada investidor é uma ferramenta de autoconhecimento essencial na hora de optar por uma ou outra ação. Os valores desejados em lucro também devem constar na balança.

Mecanismos que promovem o estudo do mercado de ações e de como cada uma delas oscila no longo ou no curto prazo são constantemente superados e substituídos por outras formas de análise. O dinamismo do mercado de ações faz com que a constante atualização em pesquisas e análises seja essencial para que o investidor esteja sempre por dentro das novas formas de compreender esses mecanismos.

Desse modo, a volatilidade é apenas uma das ferramentas utilizadas para analisar e proporcionar alguma certeza em relação a esses movimentos. A imprevisibilidade faz parte do jogo, assim como a atualização frequente. Portanto, o sucesso de cada investidor depende em grande parte de sua capacidade de manter o controle emocional, assim como de seu desejo por uma compreensão mais abrangente do funcionamento desses mecanismos de análise.

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