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A Cielo (CIEL3) apresentou, nesta terça-feira, 27, balanço com resultados aquém do esperado por investidores, como lucro líquido de R$ 241,3 milhões, valor que representa queda de 19% em relação ao último trimestre de 2020. O volume de transações, de R$ 160 bilhões, é 16% inferior ao observado entre outubro e dezembro do ano passado. 

Na comparação com o período de janeiro a março de 2020, no entanto, o lucro líquido apresentou alta de 44,6%. 

Volume de captura de cartão de crédito cai 7% para R$ 89 bilhões Cielo/Blog

O mesmo não pode se dizer sobre o lucro recorrente, de R$ 134 milhões, abaixo da média do mercado, de R$ 190 milhões. O Volume Total de Pagamentos (TPV) não se recuperou no primeiro trimestre deste ano, no qual a margem líquida da companhia esteve em 0,73%, ante 0,78% do mesmo período de 2020. 

A empresa iniciou 2021 com queda de 20% do lucro recorrente em relação ao ano passado, resultado que deve pressiona para baixo suas ações no mercado. Apesar dos revezes em termos de lucro e volume, houve ganhos de eficiência. O custo dos serviços prestados caiu 6% na comparação com o mesmo período do ano anterior e esteve em R$ 760 milhões, assim como as despesas operacionais, que reduziram 48%, em relação aos R$ 148 milhões.

Estes resultados podem determinar um aumento dos lucros no futuro, em caso de recuperação das receitas nos últimos trimestres de 2021. Na comparação com os três primeiros meses de 2020, houve queda de 7% do volume de captura de cartão de crédito para R$ 89 bilhões, de 8% dos número de clientes ativos para 1,4 milhões e de 7% da receita adquirente para R$ 1,2 bilhão. 

Em relação ao trimestre anterior, volume de captação de cartão de crédito e número de clientes ativos caíram 14% e 3%, respectivamente. 

A receita líquida também caiu, de R$ 2,72 bilhões, caiu 9,9% em relação ao último trimestre de 2020 e 3,8 na comparação com o período de janeiro a março de 2020.

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