Economia

O time de Research do BTG Pactual atualizou as estimativas da BR Distribuidora para 2021 e 2022 após a divulgação do resultado obtido pela empresa no quarto trimestre de 2020. Segundo avaliação dos analistas, a empresa (#BRDT3) registrou um trimestre em linha com as expectativas, após ajuste para eventos pontuais. Com isso, o banco elevou a recomendação de neutro para compra – o preço-alvo aumentou de R$ 25 para R$ 27 por ação.

O EBITDA totalizou R$ 1,04 bilhão, apenas um pouco abaixo da projeção do banco, em uma margem de R$ 101/m³, que se manteve em linha com a expectativa, impulsionado por outra forte redução nas despesas. Já os volumes ficaram em 2,5% abaixo do projetado, provavelmente devido à venda de produtos não essenciais que não são rastreados pela ANP.

Cenário favorável

Segundo os analistas, a recomendação de compra acontece por conta de vários movimentos da empresa, que devem proporcionar um crescimento de maior qualidade nos próximos meses e preço inferior das ações (-10% nos últimos 12 meses contra +29% do Ibovespa e até mais para alguns de seus pares). A BR Distribuidora adicionou 165 novos pontos de venda em um único trimestre, o que reforça sua performance comercial e permite mais ganhos de participação.

Além disso, a companhia divulgou uma nova meta de alavancagem de 2,5 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, o que pode acelerar ainda mais o crescimento como a geração de dividendos ainda maiores à frente. A empresa já anunciou dividendos de R$ 1,8 bilhão a serem pagos até o final do ano (yield de 8%).

Por outro lado, houve uma queima de caixa de R$ 609 milhões, causada, principalmente, por uma grande utilização de capital de giro de R$ 1,3 bilhão, conforme os volumes e preços continuaram a se recuperar (as receitas subiram 15% t/t), embora o índice de alavancagem permaneça estável em um baixo 1,6x (antes dos dividendos).

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