Mercado Financeiro

As negociações no mercado financeiro foram pautadas especialmente pelo andamento da votação da PEC Emergencial na Câmara dos Deputados. A aprovação do texto em primeiro turno, assim como saiu do Senado, acalmou o mercado. Mas não o convenceu totalmente.

O cenário se apresentou confuso na maior parte do dia aos agentes financeiros. Ora com medidas que abriam brechas para a progressão de carreira do funcionalismo público, o que desidrataria a PEC, ora com travas na decisão de manter os gatilhos de congelamento de salários, preservando capacidade fiscal da PEC.

Diante disso, a bolsa chegou a cair mais de 1%, mas fechou com alta de mais de 1%, em sobe e desce contínuo. O mercado segue com cautela à espera do texto final da PEC para análise.

No Brasil, "o mercado passou o dia com um olho no gato e outro no peixe, é preciso ver como ficará a PEC ao final: há muito desencontro, o que dificulta a avaliação de qual será o efeito de tudo isso", diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Mas há quem entenda que a PEC como está alcança seus objetivos. "Acho que o saldo final é bastante positivo. Foram necessárias algumas concessões, mas que mantiveram a estrutura fiscal intocada", diz o economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo. "Temos a perspectiva agora de que a partir de 2022 a regra do teto volte a ser respeitada, já que a PEC cria institucionalidade de respeito ao teto."

O texto da PEC autoriza o governo a conceder uma nova rodada do auxílio emergencial, limitada a R$ 44 bilhões, e cria dois novos marcos fiscais: a emergência fiscal, quando a despesa elevada pressiona as finanças de União, Estados e municípios, e a calamidade nacional, quando há situações como a pandemia de covid-19.

No final do dia, o Índice Bovespa apresentou alta de 1,3% em 112.776,49 pontos, no giro de R$ 46,36 bilhões.

A ajuda do exterior

Fatores externos também contribuíram para reforçar a recuperação da bolsa. A bolsa de Nova York registrou forte alta, de 1,46%, o Índice Dow Jones fechou em 32.297,02 pontos, com novo recorde.

Esse comportamento pode ser atribuído a dois fatores: à acomodação dos rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano), com a promoção de um volumoso leilão de T-notes de 10 anos; e à aprovação, na Câmara dos Representantes, do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão, que será sancionado pelo presidente Joe Biden na sexta-feira.

O que subiu e o que caiu

Entre os segmentos do Ibovespa, o destaque negativo nesta sessão ficou com o de mineração e de siderurgia. "Nesta quarta-feira, os futuros do minério de ferro na China caíram para o menor nível em quatro semanas, pressionados por medidas mais duras contra poluição no principal polo siderúrgico de Tangshan. Além disso, houve alívio com preocupações quanto à oferta da matéria-prima", diz Júlia Aquino, da Rico. Assim, Vale ON fechou em baixa de 1,54%, e Usiminas, no de siderurgia, com queda de 3,22% no encerramento.

No pregão desta quarta-feira (10), as ações que mais se valorizaram foram: Embraer (EMBR3), com alta de 11,75%, cotada a R$ 13,76; Via Varejo (VVAR3), alta de 10,47%, cotada a R$ 12,13; GOLL4, alta de 9,92%, cotada a R$ 21,49; CVC (CVCB3), alta de 9,82%, cotada a R$ 16,33 e Cogna Educação (CGN3) alta de 8,0%, cotada a R$ 4,05.

As ações com o pior desempenho foram: Suzano (SUZB3), queda de -5,46%, cotada a R$ 74,86; Marfrig (MRFG3), queda de - 4,83%, cotada a R$ 15,16; Totvs (TOTS3), queda de -4,74%, cotada a R$ 28,12; Klabin (KLBN11), queda de -4,03%.

Com Agência Estado

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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