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Mercado Financeiro

Bolsa fecha quinto pregão em alta, perto dos 114 mil pontos; dólar sobe 0,13%, a R$ 5,18

Papeis de Petrobras deram alguma sustentação ao Ibovespa com alta do petróleo lá fora

Data de publicação:18/08/2022 às 17:39 -
Atualizado um mês atrás
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Em dia de agenda econômica esvaziada, a Bolsa de Valores do Brasil, a B3, engatou sua quinta alta consecutiva e fechou com valorização residual de 0,09% aos 113. 812 pontos. O dólar também viveu um dia de valorização: a cotação subiu 0,13% e ficou em R$ 5,18 para a venda.

Rafael Azevedo, especialista de renda variável da Blue 3,afirma que o destaque do dia foi a fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao explicar a definição de horizonte para projeção de inflação como sendo o primeiro trimestre de 2024. Segundo ele, foi apenas um critério momentâneo e não definitivo, portanto, sem alteração para as metas de inflação que continuam para o ano-calendário.

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Sede da B3, a Bolsa de Valores brasileira | Foto: B3/Divulgação

"O mercado hoje vem digerindo a possibilidade de apertos menos agressivos na próxima reunião do Copom, o que consequentemente aprecia o nosso real, e podemos enxergar um fechamento das curvas de juros" ressalta Azevedo.

Em boa dose, o Ibovespa encontrou sustentação nos papeis de Petrobras, que subiram 2,01%, ajudados pela alta do petróleo lá fora. Também as ações da 3R Petroleum que foram a segunda maior alta do pregão de hoje e fecharam com valorização de 4,43%.

O especialista da Blue3 esclarece que o acordo nuclear de 2015 entre Irã e EUA continua em pauta, com uma versão que traz otimismo para ser concretizado. Outro dado importante foi a queda do estoque interno nos Estados Unidos que elevou o valor do petróleo em linhas recentes, culminando com informações vindas da Rússia que deve aumentar a produção de óleo e gás, o que tiraria a pressão sobre a oferta.

O minério de ferro seguiu seu movimento baixista, muito pela escassez de energia, e possível racionamento pela gigante asiática China, que deve prejudicar a atividade siderúrgica. Por aqui, Vale do Rio Doce fechou com queda de 0,75%.

Bolsas no exterior

Nas bolsas americanas, os investidores ainda digerem a ata da última reunião do FOMC (o comitê do banco central americano que define o rumo dos juros), que veio sem grandes novidades em relação ao rali de juros. "Eles reforçam que seguem comprometidos no combate à inflação, e irão mensurar os próximos aumentos baseados nos indicadores econômicos que serão divulgados no próximo encontro", pondera Azevedo.

Dados da economia americana sobre o auxílio-desemprego (250 mil novos pedidos) e venda de casas usadas (4,8 milhões de novas vendas) vieram de acordo com as expectativas do mercado, sem interferência nos negócios.

No entanto, destaca o especialista, as falas de dirigentes do FED na tarde desta quinta-feira, acentuam as expectativas de uma alta de 75 pontos-base na próxima reunião, e os juros passaram a cair com menos intensidade. Dow Jones fechou com alta residual de 0,055%; S&P 500, de 0,24%; e Nasdaq de 0,21%.

Já a China enfrenta sua pior onda de calor nos últimos anos, mais um fator que pode prejudicar o crescimento econômico nesse terceiro trimestre. "Além disso citando os dados mais recentes, observamos uma queda na demanda e crescimento lento do crédito, muito pelo setor imobiliário que está deteriorado", observa o analista da Blue3. O índice Hang Seng fechou em queda de -0,15%, e Nikkei +0,55%.

No velho continente, o índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,57%, refletindo o dado do CPI da Zona do Euro em linha com o esperado. Mesmo com a inflação apresentando patamar de 8,9% na comparação anual, o dado mostra certa desaceleração na comparação mensal. A inflação mesmo elevada, sinaliza uma ligeira estabilização, podendo levar o BCE a aumentar a taxa de juros de forma mais conservadora.

Sobre o autor
Regina Pitoscia
Editora do Portal Mais Retorno.

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