Economia

A arrecadação de tributos federais divulgada nesta terça-feira, 20, surpreendeu os analistas. Apresentou, em março e no primeiro trimestre, os melhores desempenhos para os dois períodos já registrados na série histórica da Receita Federal, que tem início em 1994.

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 137,932 bilhões em março. O resultado representa um aumento real, descontada a inflação, de 18,49% na comparação com o mesmo mês de 2020.

PAULO GUEDES
Ministro da Economia, Paulo Guedes - Foto: Isac Nobrega

Em relação ao mês anterior, ou seja, fevereiro de 2021, houve um incremento de 6,98% no recolhimento de impostos.

No acumulado do ano até março, a arrecadação federal somou R$ 445,900 bilhões. O montante ainda representa um avanço real de 5,64% na comparação com os primeiros três meses de 2020.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado. "Superamos as melhores expectativas de arrecadação de impostos em março. Tivemos os melhores desempenhos da série histórica", disse.

O secretário especial da Receita Federal, José Tostes, disse que apesar de serem surpreendentes, a arrecadação do Fisco no período são, na verdade, um espelho dos indicadores econômicos do período, que têm indicado a recuperação da atividade econômica.

"A arrecadação de tributos iniciou recuperação em agosto de 2020, o que vem ocorrendo em março", afirmou.

Mercado reage bem

Imediatamente após o anúncio da arrecadação, o mercado reagiu positivamente. O Ibovespa, que vinha em desaceleração e chegou a tocar a mínima do dia na parte da tarde, aos 119.841 pontos, teve alguma recuperação e, se não inverteu o sinal, ao menos passou a testar, um pouco antes das 16h, o patamar dos 120 mil pontos, com queda de 0,74% e a 120.038 pontos.

O dólar, por sua vez, passou a subir mais discretamente, cotado a R$ 5,558, em alta tímida de 0,007%. / Com Agência Estado

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Editor-chefe do Portal Mais Retorno.

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