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Mercado Financeiro

Ainda vale a pena investir em Bancos após a explosão de Fintechs?

O setor bancário certamente é a primeira opção para muitos investidores. Mas, afinal, vale mais a pena investir nos grandes bancos ou nas fintechs? Saiba mais:

Data de publicação:11/01/2022 às 09:00 -
Atualizado 4 meses atrás
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O setor bancário faz parte de um dos mais valiosos setores da economia mundial, não sendo diferente no Brasil. Justamente por isso, as instituições financeiras participam ativamente no Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores do país.

Apesar disso, no decorrer dos últimos anos, as chamadas “fintechs”, empresas de tecnologia do mercado financeiro surgiram como destaque no mercado, disputando em pé de igualdade com os tradicionais sistemas bancários.

BBI BRADESCO bancos
Foto: Reprodução

A seguir, entenda se ainda vale a pena apostar em bancos — mesmo com a grande ascensão das fintechs. Boa leitura!

Por que investir no setor bancário?

A indústria bancária sempre foi um dos principais setores quando o assunto é investimento. Não por acaso, ela se mantém forte e lucrativa, mesmo em cenários de grande instabilidade econômica. Justamente por isso, se mantém como setor favorito dos investidores.

Isso pode ser explicado, principalmente, por sua capacidade de rentabilizar as aplicações. Além disso, trata-se de companhias cujo objetivo organizacional se relaciona com os mesmos de todo investidor: gerar riqueza.

Outro aspecto relevante no que concerne a atratividade desse tipo de investimento passa diretamente pelos dividendos pagos pelas empresas listadas na Bolsa de Valores. As principais empresas do setor bancário apresentam uma distribuição de lucros mais consistente, se comparado a outros setores.

Além de ser uma excelente alternativa para investidores que prezam pelo fluxo de caixa, os principais bancos ocupam o maior market share dos serviços bancários, com 77,5% do mercado de crédito para pessoas físicas, 48,6% para pessoas jurídicas e 98,3% do mercado de crédito imobiliário, segundo levantamento do Banco Central.

Dessa forma, estes e outros motivos fazem com que as ações do setor bancário sejam fortemente disputadas na Bolsa de Valores, tendo também uma importante participação nos índices da B3, especialmente o Ibovespa.

Como surgiram as fintechs?

Até pouco tempo atrás, ainda era muito comum encontrar instituições bancárias engessadas, com pouca revolução tecnológica e muitas taxas altíssimas. Além disso, o escopo desse tipo de negócio não estava propriamente voltado para atender as necessidades dos consumidores.

Entretanto, nos últimos 10 anos o mercado financeiro evoluiu bastante. Surgiram muitas fintechs pautadas justamente na brecha deixada pelo modelo tradicional. Com isso, o nascimento dessas empresas se deu mediante a necessidade de criar serviços modernos, rápidos e de qualidade — sem contar no viés de gratuidade que muitas delas oferecem.

Nos dias atuais, com a instalação da crise de saúde provocada pelo Covid-19, o uso do celular e do computador para realizar serviços bancários simples adotou um caráter de extrema necessidade. Afinal, se antes poucos usuários tinham o hábito de resolver tudo remotamente, com o fechamento das agências físicas, esse formato se tornou unânime.

Mas afinal, este será o fim dos bancos tradicionais? Na verdade, não. Apesar do aumento da concorrência estabelecida pela presença dos bancos digitais, as grandes instituições continuam relevantes e em processo de modernização. Ademais, as fintechs ainda ocupam apenas setores específicos, logo, não dispõem do mesmo aporte e diversificação das agências físicas.

Quais são os principais desafios das fintechs?

De modo geral, o principal desafio das empresas de tecnologia passa diretamente pela sustentabilidade desse modelo de negócio. Prova disso é que o Nubank, quarto maior banco digital da América Latina e com mais de 40 milhões de clientes, apresentou resultados desfavoráveis nos últimos dois anos.

Outro desafio para as fintechs está relacionado à atratividade no que diz respeito aos investimentos de alto capital, já que este se trata de um mercado cuja dominância está direcionada aos grandes players. Sincronicamente, é importante destacar que boa parte das empresas de software já apresentam um ecossistema definido, o que lhes permitirá criar suas próprias ofertas de serviços financeiros.

Por fim, alguns aspectos também devem ser levados em consideração. Embora as fintechs contem com grandes exemplos de sucesso, a evolução desse modelo de negócio pode esbarrar em alguns pontos específicos, como:

  • grande parte da população negativada;
  • manutenção da tendência de compras em lojas físicas;
  • linguagem ainda menos acessível; e
  • legislação e regulamentação no Brasil.

Bancos tradicionais x fintechs: quem sai na frente?

De um lado, os investidores certamente têm sua preocupação atrelada ao crescimento e a competitividade das fintechs. Não é demais lembrar que há uma série de exemplos de instituições bem-sucedidas, tais como o próprio Nubank, Banco Inter, entre outros.

Por outro lado, apesar do aumento gradativo da concorrência, os bancos tradicionais não vão ter um fim. Pelo contrário, esse modelo de negócio ainda se apresenta de maneira extremamente lucrativa, tendo inclusive apresentado, no primeiro trimestre de 2021, recorde de lucro líquido ao somar R$23,1 bilhões, conforme apontado por pesquisa recente.

Diante desse contexto, é possível verificar um longo caminho pela frente. Não se pode negar que o método utilizado pelas empresas de tecnologia financeira traz revelações importantes para o mercado, mas, também, os grandes bancos vêm se modernizando e até mesmo reduzindo o custo operacional.

Portanto, a seguir vamos entender melhor sobre os critérios que devem ser observados na hora de definir se vale a pena investir em bancos, mesmo com o crescimento das fintechs.

Afinal, em qual modelo investir e que aspectos considerar?

Já vimos até aqui que os bancos tradicionais ainda têm uma longa jornada pela frente — e as fintechs se consolidaram. Sendo assim, em que modelo investir? Será que apostar nas fintechs é a única solução?

De um lado, os bancos convencionais estão em excelente performance financeira, sobretudo em relação ao 1T2021. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o crescimento demonstrado pelos quatro maiores bancos representa um crescimento de 35%.

Não obstante, o único banco digital listado na B3 também apresentou um resultado impressionante: nos últimos 12 meses, a valorização das ações do Banco Inter foi de 413,12%. Logo, é natural que esse tipo de ativo seja incluído na carteira de investimentos.

Antes, porém, deve-se observar alguns pontos cruciais. São eles:

Identifique o melhor momento

Embora citado o crescimento das ações do Banco Inter (BIDI4), não se pode afirmar precisamente até quando este crescimento irá. Sendo assim, é essencial conhecer o mercado, bem como entender as tendências do setor, já que por meio de tais indícios pode-se verificar a hora de abandonar o barco.

Fintechs não tem todas as respostas

Embora extremamente positivas, as fintechs não tem solução para todos os problemas. Fato é que algumas das principais empresas de tecnologia, como a Cielo, tiveram uma queda vertiginosa no valor de suas ações. Portanto, é vital analisar criteriosamente este segmento antes de investir.

Diversifique suas escolhas

Diante desse contexto, a solução não está distante do que é recomendado nos demais setores da economia. Afinal, a diversificação de investimentos é sempre uma estratégia eficiente, haja vista sua capacidade em ampliar bons resultados e minimizar o impacto de performances negativas.

Pesquise sobre os fundamentos

Por fim, recorrer a boa e velha análise de fundamentos continua indispensável para tomar decisões sólidas e investir com maior segurança em qualquer ativo. Não deixe de estudar sobre o mercado, mas também procure conhecer a companhia, afinal, todo investimento envolve riscos e nenhum deles está perto de ser uma unanimidade.

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