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A maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, a Coinbase encerrou o seu primeiro pregão na bolsa de Nasdaq, em Nova York, avaliada em US$ 85,8 bilhões, com papéis negociados a US$328,28, alta de 31,31% para o preço base. 

O resultado, que marcou a primeira incursão de uma companhia de criptomoedas numa bolsa de valores norte-americana, mostrou o apetite dos investidores por um pedaço do atrativo mercado de moedas digitais.

A Coinbase Global encerrou o primeiro pregão após listagem direta na Nasdaq avaliada em US$ 85,8 bilhões

A Coinbase iniciou o pregão com as ações negociadas a US$ 381, 52% acima do preço de referência, fixado em US$ 250 pela Nasdaq na terça-feira (o preço de referência é fixado pela própria bolsa, baseada em expectativas colhidas pelo mercado). Na máxima do dia, os papéis chegaram a bater US$ 429,54.

Fundador embolsa US$ 13 bilhões

Com o resultado de US$ 85,7 bilhões, Coinbase estreia na bolsa de valores valendo dez vezes mais que seu último valuation enquando uma companhia privada. Já Brian Armstrong, presidente e co-fundador da companhia, passa a deter 40 milhões de ações, o equivalente a um patrimônio de US$ 13 bilhões.

Empresa tem 56 milhões de clientes

Fundada em 2012 em São Francisco, na Califórnia, a Coinbase tem 56 milhões de usuários, dos quais 13 milhões cadastraram-se entre janeiro e março deste ano, e registrou receita de US$ 1,14 bilhão em 2020, 139% a mais do que em 2019. Seus serviços estão disponíveis em 100 países, o que, somado ao número expressivo de clientes, garante à companhia o maior ecossistema de investimentos em criptomoedas 

Em balancete referente ao primeiro trimestre de 2021, a empresa estima lucro entre  US$ 730 milhões a US$ 800 milhões, sobre uma receita de cerca de US$ 1,8 bilhão. Os valores são nove vezes maiores em relação aos apresentados nos últimos três meses do ano passado. 

Ainda segundo dados do primeiro trimestre de 2021, o número de usuários com frequência mensal mais do que dobrou: saiu de 2,8 milhões para 6,1 milhões, um aumento de 118%. Neste período, negociaram US$ 335 bilhões em criptomoedas e acumularam US$ 223 bilhões em suas contas.

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