Última modificação em 26 de agosto de 2019

O que é o viés de informação?

É chamado de viés de informação a tendência humana por, diante de uma questão ou problema, buscar por mais informações que o necessário, na busca por soluções.

“Mas, ué, desde quando embasamento se transformou em viés?”, você deve se perguntar. E a resposta é que, diferentemente de uma conta de matemática simples para descobrir quanto é 1 mais 1 (embasamento), no caso do viés de informação, os dados levantados são consideradas inúteis (ou de baixo impacto) para a resolução das questões.

Se você acha difícil imaginar quem, em sã consciência, gastaria o seu rico tempo procurando por informações inúteis quando tem um “abacaxi nas mãos para descascar”, saiba que nós temos um ótimo exemplo de “alguém”. E sim, é você mesmo.

Se você já:

Você já passou pelo viés de informação. Isso porque sabemos que um ou dois amigos sábios já nos ajudariam a clarear o problema no relacionamento, para falar apenas do primeiro exemplo.

Mas acreditamos que “quanto mais informação, melhor” e “vai que eu ouço/descubro/aprendo algo útil”. Na maioria das vezes, você bem sabe, acabamos mais confusos do que quando começamos a busca por soluções.

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Qual é a origem do viés de informação?

Parte do nosso trabalho em qualquer texto sobre finanças comportamentais (área de pesquisa que visa aliar o comportamento econômico a descobertas da Psicologia) é te ajudar a entender que o seu cérebro não se rende a vieses por mal. Nem é você mais ou menos burro por ter essas tendências.

É uma questão geral humana, que só pode ser gerenciada quando plenamente compreendida.

E para compreender os nossos padrões mentais, é necessário recorrer à própria história da humanidade.

Por um instante, pense nos nossos ancestrais vivendo em um ambiente completamente selvagem. Migrações, riscos de vida constantes, recursos reduzidos… Todas esses desafios precisando ser controlados diariamente. Do contrário… Bom, você já imagina.

Ao chegar em uma nova região, cheia de fauna e flora diferentes, eles não podiam se deter a apenas um aspecto da experiência.

Não bastava saber se um fruto era suculento ou não. Era preciso pensar se o fruto era naturalmente venenoso, se aquele fruto/árvore em específico havia sido contaminado, entre outras questões.

Aprendemos então a analisar mais do que o formato de um alimento, mas também as cores, os cheiros, as texturas, as árvores, o solo… Quanto mais sabíamos, mais chances de sobreviver tínhamos.

Com o passar dos milênios, tornamos cada vez mais complexos os nossos objetos de análise. Afinal, o homem das cavernas não ficava ansioso por causa do vestibular, namoro ou passeio, nem nós nos deparamos com animais selvagens ao ar livre.

Na nossa realidade atual, a regra é a seguinte: quanto mais complexa é a questão ao nosso ver, mais receptivos estamos a procurar por dados que nos auxiliem na questão.

Ainda mais se tiverem forte apelo emocional e/ou nos colocarem sobre pressão social.

Por isso, é mais provável que sua família inteira te aconselhe em caso de divórcio, mas poucos conselhos sejam ouvidos quando você e seu parceiro não souberem qual pizza comer hoje.

Portanto, da próxima vez em que buscar por uma informação, se pergunte: o quanto ela impacta a minha decisão? Coloque em uma escala de 0 a 10, se necessário.

Do contrário, você pode gastar o seu rico tempo à toa e, embora nenhum leão venha te perseguir por isso, algumas noites de sono ainda são preciosas.

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