Última modificação em 9 de julho de 2020

O que é Valor Utilidade?

Valor Utilidade é uma teoria econômica segundo a qual é a utilidade de um bem ou serviço que determina seu valor monetário. Essa teoria foi apresentada pelos teóricos da Economia Marginalista e está relacionada ao conceito de utilidade marginal - isto é, o aumento de utilidade que é possível obter ao comprar mais uma unidade de um produto.

Essa teoria surgiu graças à contribuição de inúmeros pensadores que integraram a chamada "Revolução Marginalista", incluindo nomes como Carl Menger, William Jevons e Léon Walras, no final do século XIX e começo do século XX.


Entendendo a teoria do Valor Utilidade

A teoria do Valor Utilidade associa o valor monetário de um produto à utilidade que ele apresenta para quem o consome, por exemplo, atendendo uma necessidade ou proporcionando satisfação. Ocorre que o consumo de várias unidades desse produto tende a apresentar um aumento de utilidade cada vez menor.

Imagine, por exemplo, o papel higiênico. Ele é um produto de grande utilidade. Porém, existe uma certa necessidade de consumo que leva as pessoas a comprar papel higiênico; digamos que essa necessidade possa ser atendida comprando dois pacotes por mês. A compra de um terceiro pacote, portanto, só terá um pouco mais utilidade; e a compra de um quarto pacote, ainda menos. Esse incremento, que tende a ser cada vez mais baixo, é a utilidade marginal. 

Seguindo esse pensamento, quanto maior a utilidade marginal de um produto, maior será o valor monetário atribuído a ele. Se você não tem papel higiênico e precisa dele, vai estar disposto a pagar um preço alto. Porém, se você já tem a quantidade de papel higiênico de que precisa, não vai querer pagar um preço alto por mais um pacote.

Uma decorrência interessante desse raciocínio é que, se um produto é consumido apenas por necessidade, ele terá um valor monetário menor, porque sua utilidade marginal acaba sendo baixa. Existe uma quantidade que precisa ser consumida e, acima dessa quantidade, o incremento de utilidade é mínimo. É o caso do papel higiênico.

Por outro lado, se a utilidade de um produto está associada à satisfação de desejos, ele terá um valor monetário maior, pois a utilidade marginal é alta. É o caso das pessoas que têm um hobby, como os livros. Mesmo que essa pessoa já tenha dezenas de livros, a compra de mais um sempre será percebida como útil. Consequentemente, ela está disposta a pagar mais por esse bem.

Valor Utilidade em relação a oferta

A teoria do Valor Utilidade também está profundamente relacionada com a oferta do bem ou serviço. Afinal, a percepção de utilidade também é afetada pela percepção de disponibilidade do produto. Desta forma, se o consumidor tem uma percepção de que o item é abundante, a sua utilidade marginal é menor; por outro lado, se tem uma percepção de que o item é escasso, a sua utilidade marginal é maior.

Essa relação pode ser expressa pela Lei da Utilidade Marginal: "quanto maior a oferta de um bem, menor a utilidade marginal; quanto menor a oferta de um bem, maior a utilidade marginal". 

Podemos entender melhor essa dinâmica por meio de um exemplo. Compare a água e os diamantes. Ambos têm utilidade. Porém, como a água é considerada abundante, sua utilidade marginal é baixa. Enquanto isso, os diamantes são raros e, por isso, sua utilidade marginal é alta: existe uma grande utilidade em comprar mais um diamante.

Claramente, isso se reflete, novamente, no valor monetário. Se você tem a água de que precisa, não vai querer pagar muito por mais um litro, afinal, ela não é escassa e não tem muita utilidade marginal. Por outro lado, mesmo que você já tenha diamantes, ainda estará disposto a pagar caro para comprar outros.

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