O que é taxa de desemprego?

A taxa de desemprego, ou taxa de desocupação, é um indicador econômico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Para se chegar ao seu cálculo, ela considera a proporção de pessoas desempregadas em relação à chamada População Economicamente Ativa (PEA); ou seja, pessoas cuja faixa etária permite que elas trabalhem, estejam elas ocupadas ou não.

A taxa de desemprego é influenciada tanto pela quantidade de pessoas que são admitidas como por aquelas que são demitidas. Entretanto, dados os custos para o desligamento de um funcionário, os economistas se atentam mais às novas vagas formais, informação que é coletada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.


Como a alta taxa de desemprego mudou as relações de trabalho no país?

 

A geração de novas vagas formais depende essencialmente do crescimento econômico, ainda que com algum atraso. Como isso não tem acontecido nos últimos anos, o trabalho por conta própria passou a ser mais determinante, como mostram os números.

Conta própria

Entre 2017 e 2019, esse tipo de trabalho cresceu 6,9% quando comparado ao crescimento de 3,1% de pessoas com algum tipo de ocupação. Apenas no mês de outubro de 2019, eles já representavam 26% das pessoas ocupadas.

Isso se deu em função dos seguintes elementos:

Dito isso, as pessoas que conseguiram se encaixar nesse contexto adquiriram mais estabilidade de emprego.

Novos contratos de trabalho

Conforme novas vagas são abertas, parte dos trabalhadores por conta própria entra para o mercado formal.

Ainda assim, para que haja uma redução significativa da taxa desemprego, sem que ela gere inflação, é fundamental uma maior produtividade ou a existência de novos contratos de trabalho (como o intermitente e o temporário, previstos na nova lei trabalhista), dada a flexibilidade que esses tipos de contratação permitem.

Quais são os grupos com as maiores taxas de desemprego?

São eles os que possuem apenas o ensino fundamental e os jovens. Ambos também são os últimos a serem contratados quando um período de crise se encerra.

Isso se deve ao fato do primeiro perder as habilidades necessárias, dado que não se atualiza enquanto está fora do mercado de trabalho, enquanto o segundo não permanece tempo o suficiente para ser capacitado.

Apesar da apresentação da proposta para a carteira “verde-amarela”, cujo objetivo é criar empregos para os jovens de baixa renda, o seu impacto tende a ser limitado, visto se tratar de um programa temporário e direcionado a um público específico.

Como contrapartida, a participação dos cônjuges no mercado de trabalho cresceu, de 55% em 2012 para 63% em 2019, número muito próximo dos chefes de família (65%). Isso reflete a busca de outra fonte de renda familiar para amenizar o impacto das altas taxas de desemprego.

Por que o Banco Central está coletando outros dados de desemprego?

Dada a nova dinâmica do mercado de trabalho, o Banco Central quer refinar a sua coleta de dados considerando o número de horas trabalhadas. O intuito desse trabalho é avaliar em que ponto a subocupação (situação em que uma pessoa trabalha menos horas do que gostaria) está influenciado na recuperação do mercado de trabalho.

Se há mais vagas em período parcial (como o trabalho intermitente, por exemplo), conclui-se que a ociosidade é maior do que aquela identificada pela Pnad Contínua do IBGE.

Dito de outra forma, apesar da queda da taxa de desemprego, ela ocorre em função de um salário médio menor. Isso impacta na confiança das famílias e na sua propensão em consumir, visto que a renda disponível é menor, o que também reduz a sua capacidade de tomar crédito.

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