O que é uma tábua biométrica?

Uma tábua biométrica, também chamada popularmente de tábua de mortalidade, é um instrumento (mais especificamente uma tabela) cuja finalidade está na medição da duração da expectativa da vida humana.

É justamente por isso que ela também recebe o nome de tábua de mortalidade, afinal, ao medir a expectativa de vida da humanidade, ela naturalmente acaba por apresentar a tendência de morte média de uma determinada população.

O nome "biométrica" também representa muito bem a sua finalidade. "Bio" é um radical que significa vida, enquanto que "métrica" é aplicado para medida. Em termos de etimologia, portanto, temos algo próximo de "medida da vida", justamente o objetivo desta tabela estatística.


Como surgiu a tábua biométrica?

Estudos sobre a perspectiva de vida dos seres humanos não são exatamente uma novidade. Há muito tempo já são realizadas algumas pesquisas sobre essa evolução, até mesmo como forma de avaliar as melhorias do indicador.

A primeira tabela biométrica que se tem conhecimento foi construída por Edmund Halley, no distante ano de 1693. Ela foi batizada de Breslaw Table. Antes dela já haviam outros estudos sobre o tema, mas nenhum foi concluído seguindo regras de um estudo científico.

O modelo atual de uma tábua biométrica, contudo, foi desenvolvido anos depois, em 1815. O modelo é constantemente atualizado, gerando algumas divergências sobre metodologia. No entanto, segue amplamente aceita no mercado como um dado confiável e validado.

A tábua biométrica no Brasil

No Brasil, existem alguns modelos aceitos para a tábua biométrica. Elas foram criadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma importante fonte de dados nacional.

Ainda assim, ela não é tão utilizada em segmentos que dependem desse tipo de informação — como é o caso do mercado de seguros. Isso acontece porque não há uma convergência entre os dados estatísticos, amplamente genéricos, e os perfis específicos dos requisitantes dos serviços.

Desta forma, essa divergência poderia gerar um valor desproporcional para as seguradoras, como no caso dos planos de previdência ou seguros de vida. Para essas companhias, ter dados precisos é extremamente importante para a oferta de um serviço minimamente lucrativo, reduzindo o risco para o caixa do negócio. O procedimento é monitorado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Uso da tábua biométrica para seguradoras

Como vimos, a tábua biométrica é especialmente importante em serviços ou produtos relacionados com a vida humana — caso do próprio seguro de vida, mencionado anteriormente.

Uma alternativa para esse problema dos dados para as seguradoras é trabalhar com cálculos que suavizem as curvas de mortalidade. Há, afinal, uma necessidade de ponderar também o crescimento da expectativa de vida, algo que tem sido uma tendência ao longo dos anos de acordo com a evolução da ciência.

Vale observar que, além da mortalidade, as tábuas biométricas também são utilizadas para calcular a probabilidade de invalidez, uma vez que os serviços também podem cobrir esse tipo de situação em alguns casos.

Tábua biométrica para o futuro

Para os próximos anos, a expectativa é de que surjam novos ajustes na tábua biométrica. Isso porque a expectativa de vida deve seguir aumentando e isso precisa ser ajustado no cálculo das seguradoras.

Um recurso que vem sendo utilizado nesse sentido é a tábua geracional, dividindo a população de acordo com a geração vivida. Essa é a melhor forma de ponderar as diferentes expectativas de vida de acordo com o horizonte temporal de análise.

Outro ponto importante é que o desenvolvimento do país também influencia na qualidade dos dados. Nações da Europa, por exemplo, possuem informações mais específicas sobre os índices de mortalidade do que países emergentes, como é o caso do Brasil.

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