Última modificação em 19 de agosto de 2020

O que é S&P

S&P é a sigla para Standard & Poor's. Trata-se de uma agência global de rating, isto é, de classificação de empresas, ativos, e do perfil de risco de crédito de países.

Junto com outras agências, como Fitch e Moody's, é uma das principais a realizar esse trabalho. Seus ratings são usados como referência para as decisões de investidores e de governos.

A S&P também é muito conhecida por fornecer alguns índices para o mercado financeiro, como o S&P 500 e o S&P Dow Jones.


História da S&P

 

A S&P hoje ocupa um lugar de liderança entre as agências de rating. Sua história começou em 1860, quando foi fundada. Ela começou como Standard Statistics Co. Seu primeiro indicador do mercado de ações foi publicado em 1923.

Posteriormente, em 1941, passou por uma fusão com a empresa Poor's Publishing, tornando-se, então, Standard & Poor's (S&P). Essa fusão elevou o índice de empresas recomendadas para compra de ações ao número de 416, antes de chegar a 500, em 1957.

Em 1966, a McGraw-Hill Cos. adquiriu a S&P. Posteriormente, em 2016 a McGraw-Hill Financial passou por um rebrading, posicionando-se no mercado como S&P Global, para aproveitar a força da marca S&P.

A empresa atualmente tem mais de 1400 analistas atuando em escritórios em 26 países. Ela já produziu mais de 1.2 milhão de análises e recomendações de papéis, empresas e países.

Escala de Rating da S&P

De maneira geral, a escala de ratings utilizada pela S&P divide-se entre análises envolvendo perfil de longo prazo e de curto prazo.

No caso do perfil de longo prazo, a escala varia de D até AAA.

Nessa escala, o rating AAA significa que a capacidade do devedor cumprir sua obrigação financeira para com o credor (por exemplo, do governo de um país pagar os investidores que compraram títulos da dívida pública) é extremamente forte.

Enquanto isso, o rating D indica que o devedor já descumpriu uma obrigação, ou seja, já está em default. Essa categoria também é usada quando o devedor entra com pedido de falência.

Para indicar situações em que o devedor apresenta uma posição entre dois ratings, a S&P pode usar sinais de mais (+) e menos (-) em sua escala.

No caso das análises de curto prazo, por outro lado, a escala varia de D a A-1. Mais uma vez, sinais de mais ou menos podem ser usados para indicar posições intermediárias.

O índice S&P 500

Desenvolvido pela agência S&P, esse índice foi lançado em Março de 1957 e tornou-se uma referência comum para determinar o nível de saúde do mercado de ações dos EUA. Ele foi o primeiro a ser publicado diariamente.

Em termos simples, o S&P 500 apresenta as 500 ações de empresas mais fortes em negociação nas bolsas New York Stock Exchange (NYSE) e Nasdaq.

Ele é útil para entender como está sendo o desempenho das principais empresas do mercado dos EUA. Além disso, vários fundos mútuos e fundos de índice utilizam esse índice para escolher quais ativos comprar e vender.

A S&P e a Crise dos Subprimes

Quando a crise de 2008 explodiu, as agências de rating, inclusive a S&P, foram alvo de duras críticas, pois elas colocaram classificação AAA em ativos de alto risco, criando um ponto cego para os investidores.

No caso em particular da S&P, o Governo dos Estados Unidos chegou a iniciar um processo por fraude, exigindo US$ 5 bilhões. A base era uma acusação de que a agência apresentou de maneira errada o risco de crédito de produtos financeiros complexos.

Em outras palavras, que ela deu uma classificação mais positiva do que esses produtos (basicamente, papéis lastreados por hipotecas) realmente mereciam receber.

Além disso, a S&P também foi acusada de alegar falsamente que seus ratings eram independentes e objetivos, quando, na realidade, a busca por lucro fez com que a agência favorecesse os interesses dos bancos acima dos interesses dos investidores.

Antes que o processo chegasse a uma sentença, a S&P fez um acordo com o Governo dos EUA, no valor de US$ 1,375 bilhão. Como parte do acordo, a agência teve que reconhecer que teve conduta inadequada em relação aos ratings realizados em alguns papéis no período de 2004 a 2007.

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