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Riscos

O que são riscos?

De modo geral, risco é o nome dado à probabilidade que um evento tem de acontecer. Esse evento não necessariamente precisa ser algo ruim. Ainda assim, a palavra acabou se transformando em um sinônimo de "perigo" e "ameaça" e é justamente com essa abordagem que trataremos dos riscos ao longo deste artigo.

Risco: para quem investe, essa é uma palavrinha especialmente pavorosa. Afinal de contas, representa toda a série de fatores que aumentam a probabilidade de se perder dinheiro em uma aplicação. E convenhamos, essa é a última coisa que queremos.

Se adicionarmos à conta ainda os diversos fatores psicológicos que nos levam a temer a perda com todas as nossas forças (olá, aversão à perda e efeito posse!), a nossa relação com os riscos financeiros fica ainda mais dramática.


Mas quais são os riscos aos quais um investidor está exposto?

Pense no investidor como alguém que oferece um empréstimo. Quais são as ameaças a essa pessoa? Nunca mais receber o seu dinheiro de volta? Sair no prejuízo? Ser enganada? Pois bem, todos esses riscos interferem na vida de quem investe.

Por exemplo, ela pode não receber o dinheiro de volta porque a instituição deu um calote, o título se desvalorizou etc. No caso de ser enganada, ela pode cair numa daquelas "oportunidades únicas e sem riscos" que algum colega indicou e acabar sem nenhum tostão.

Para evitar situações como essas, o próprio mercado criou as suas ferramentas. Elas não são perfeitas, mas ajudam, como é o caso do FGC.

Na era da internet, é possível ainda pesquisar acerca da reputação de certas organizações, ter acesso a uma educação financeira melhor e entrar em contato com profissionais supercompetentes dispostos a te ajudar a qualquer momento.

Assim, os riscos não desaparecem, mas se tornam mais fáceis de se gerenciar.

Quais são os principais riscos dos investimentos?

De forma mais detalhada, os riscos podem assumir muitas formas. A categorização mais comum, dentro do mercado financeiro, dita que existem ao menos 6 tipos básicos.

São eles: o risco diversificável, o risco não-diversificável, o risco de liquidez, o risco de crédito, o risco legal e o risco operacional.

Risco diversificável

Está ligado às desvalorizações de uma empresa ou setor específico, sem que o mesmo se repita nos demais segmentos da economia. A forma mais recomendado de mitigá-lo é através da diversificação, onde o risco de um ativo é compensado por outro.

Risco não-diversificável

Este, por sua vez, se relaciona com as desvalorizações que atingem a economia como um todo. Esse tipo de risco é imprevisível e impossível de evitar completamente.

Risco de liquidez

Está ligado à possibilidade de sofrer prejuízos ao realizar aplicações em ativos com baixa liquidez, pela necessidade de resgatar imediatamente aquele dinheiro.

Risco de crédito

Sabe aquele risco de emprestar dinheiro e o outro não pagar, que citamos nos tópicos acima? É exatamente disso (a inadimplência) que trata este risco.

Risco legal

Está ligado ao conjunto de ameaças oferecidas a uma empresa, que pode ser prejudicada ao descumprir a legislação vigente.

Risco operacional

Conjunto de erros cometidos internamente em uma empresa ou na própria operação de um investimento, que representam algum tipo de ameaça financeira.

O que é tolerância a riscos? Como isso afeta os seus investimentos?

Um urso polar suporta bem as temperaturas médias de -30°C do Ártico. Ele desenvolveu não apenas um corpo propício para não morrer de frio, como criou uma estrita relação com aquele ecossistema em particular, composto por tantas presas e exigências "diferenciadas".

Já pensou colocar um animal como um mabeco, que precisa de temperaturas mais elevadas, em um ambiente desse? Se ele durar um dia, é muito. Isso é o que os biólogos chamam de tolerância (ou mesmo sensibilidade) ao frio.

O que isso tem a ver com os seus investimentos? Bom, imagine uma pessoa com baixa tolerância a riscos. Ela é como o mabeco: diante dessa "kryptonita", se durar um dia investindo de forma arriscada no mercado financeiro sem ter um treco do coração, é muito. Não é o habitat dela, nem onde ela se sente confortável.

Por outro lado, uma pessoa com alta tolerância a riscos é como o urso polar. O frio (ou melhor, nesse caso, os riscos) não causa desespero: ela sabe como se portar e suportar as adversidades. Ela se adapta e até consegue tirar proveito disso.

Isso significa que, mesmo nos investimentos, as pessoas se comportam de maneira diferente conforme os riscos que estão dispostas a aceitar.

Para alguém de perfil conservador ou moderado, por exemplo, os títulos mais seguros são mais apropriados, porque acalmam esse investidor ainda tão avesso a perdas. Por outro lado, aqueles com perfil arrojado ou agressivo já se sentem mais confortáveis com os papéis mais arriscados, dando preferência, por exemplo, para o mercado de ações.

Não existe perfil melhor ou pior. Conhecer o nosso é, na verdade, uma excelente ferramenta para definir quais investimentos estão mais alinhados conosco.

Aqui no Mais Retorno, nós temos um artigo completo sobre cada um dos perfis de investidor, onde falamos mais sobre os riscos e as aplicações mais recomendadas. Incrível, certo? Para acessá-lo, basta clicar aqui.

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