O que foi o Plano Collor?

O Plano Collor foi mais uma de diversas tentativas do governo de controlar a inflação elevada na economia brasileira, somado a um conjunto de reformas. O plano leva o nome em referência ao presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992), que o implementou durante seu governo.

No último ano do governo anterior, de José Sarney (1985 - 1990), a inflação chegou a 1.972,91%. Além do cenário econômico conturbado, o país estava agitado e esperançoso diante da primeira eleição presidencial pluripartidária depois de anos de ditadura militar.


Como funciona o Plano Collor?

Durante o primeiro ano de mandato na presidência, Collor implantou o plano a partir de março de 1990. Entre as medidas estavam:

A devolução dos valores confiscados na poupança não foram devolvidos dentro do período. Os correntistas tiveram que entrar na Justiça para reaver o dinheiro.

Logo que o plano foi implantado, a inflação reduziu de 82% para 3%. Posteriormente, entre todas as medidas planejadas, como as políticas monetárias e fiscais, a de renda foi abandonada, deixando a iniciativa do Plano Collor incompleta.

Plano Collor II

O primeiro plano não foi suficiente para controlar o desequilíbrio da economia no país. Então, em janeiro de 1991 passou a vigorar o Collor II, que implantou:

O novo plano ajudou a controlar a inflação somente durante o primeiro mês e voltou a subir. Ao final do ano de 1991, o índice chegou a cerca de 472%.

No entanto, houve aumento do desemprego, queda no Produto Interno Bruto (PIB) e a população pediu pelo impeachment de Collor. Ele renunciou ao cargo em 1992.

As intenções, não foram suficientes e, anos mais tarde, foi criado o Plano Real, a partir de 1994, durante o governo do presidente Itamar Franco (1992 - 1994).

Descomplicando a Bolsa de Valores

Termo do dia

Perfil arrojado

O que é o perfil arrojado? Perfil arrojado é o nome dado a um tipo específico de investidor, categorizado conforme a sua tolerância ao risco e…