Última modificação em 27 de janeiro de 2020

Quem é Pedro Malan?

Pedro Malan ficou conhecido pela sua atuação como ministro da Fazenda, por presidir o Banco Central do Brasil e ter feito parte da equipe que criou e implementou o Plano Real.

Embora tenha tido experiência no setor privado, a carreira pública de Malan é que o colocou em evidência no cenário econômico.

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Biografia e vida acadêmica

Pedro Malan nasceu em 1943 na cidade de Petrópolis e mudou-se para o Rio de Janeiro. Ele se formou em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), em 1965.

Malan deu sequência aos estudos e tornou-se Ph.D. em Economia na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, em 1973. Anos mais tarde, ele foi um dos fundadores do Instituto de Economistas do Rio de Janeiro, sendo escolhido como primeiro presidente e seguindo no posto por mais dois mandatos.

Neste período, Pedro Malan começou a dar aulas de Economia na PUC-RJ. Ele escreveu diversos artigos para publicações acadêmicas e veículos da chamada imprensa alternativa.

Nos anos 80, Malan foi professor visitante no Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Cambridge e bolsista do King’s College, ambos na Inglaterra.

Pedro Malan foi autor dos livros “Política Econômica Externa e Industrialização no Brasil” (1977), “Foreign exchange constrained growth in a semi-industrialized economy: the Brazilian experience” (1997), e “Política econômica e teorias de balanço de pagamentos” (1981).

Carreira de Pedro Malan

Entre as décadas de 1960 e 1970, Pedro Malan trabalhou no então Escritório de Pesquisa Econômica Aplicada (EPEA), atual Instituto (IPEA). Ele trabalhou como pesquisador e fez parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico, também vinculado ao setor de planejamento do governo federal.

Ao longo de 1980, Pedro Malan se destacou em cargos vinculados a órgãos internacionais. Ele foi diretor da Divisão de Análise de Políticas e Pesquisas do Centro de Empresas Transnacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. Também na ONU, ele assumiu a direção do Departamento de Economia Internacional e Assuntos Sociais.

Pedro Malan representou o Brasil no Banco Mundial e, anos mais tarde, em 1993, foi convidado pelo então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (FHC), a presidir o Banco Central.

Plano Real e Privatização

Pedro Malan foi um dos integrantes da equipe que elaborou o Plano Real, o programa de estabilização da economia do país, ao lado de Persio Arida, Edmar Bacha e André Lara Resende.

Em 1993, Malan deixou o Banco Central para ser o ministro da Fazenda durante o governo de FHC. À frente do ministério por dois mandatos, ele defendeu a privatização de estatais como uma das medidas para equilibrar as contas públicas, além de cortes para reduzir os juros e controle cambial.

Além da carreira pública, Pedro Malan participou dos conselhos de administração do Itaú Unibanco, Via Varejo, Alcoa, Souza Cruz e Mills Engenharia.

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