Última modificação em 30 de setembro de 2020

O que é Passivo Não Circulante?

O passivo não circulante é caracterizado como um dos elementos que compõem o balanço patrimonial  de uma empresa, em conjunto com os grupos de ativos e o patrimônio líquido.

Para que você possa compreender melhor, alguns conceitos básicos devem ser definidos, como, por exemplo, a diferença entre os respectivos constituintes!

De modo geral, os ativos nada mais são do que recursos controlados pela companhia, oriundos de eventos passados, com poder de proporcionar benefícios futuros. São comumente resumidos em bens e direitos, que podem ser classificados como circulantes ou não circulantes.

Tais benefícios podem estar relacionados à atividade operacional da empresa (máquinas, equipamentos e estoque de mercadoria) ou ao caixa (nas movimentações bancárias etc.)

Muitos ativos possuem substância física, como os exemplos citados acima. Entretanto, ativos intangíveis – como marcas, patentes e softwares – atendem ao conceito da mesma forma e são considerados tão valiosos quanto.

Vale expor uma pequena observação: recurso é diferente de insumo! Enquanto o primeiro está relacionado às atividades-fim da empresa, o segundo é consumido durante esse processo – como materiais de escritório, por exemplo.

Já os passivos, por sua vez, são considerados obrigações presentes da empresa, oriundas de eventos passados e que exigem um desembolso futuro mediante a utilização dos ativos. Faz sentido para você?

Em outras palavras, os passivos são todas as dívidas que uma companhia possui, normalmente assumidas no passado, e que deverão ser pagas dentro de um prazo futuro. 

Por fim, temos o patrimônio líquido. Esse se resume ao valor residual dos ativos depois de todos os passivos serem deduzidos, ou seja, é o dinheiro que sobra depois que todas as obrigações são pagas.

Agora que os elementos de um balanço patrimonial estão bem esclarecidos, podemos focar no assunto principal desse artigo. Você sabe como um passivo não circulante funciona?


Como um Passivo Não Circulante funciona?

Os passivos podem ser definidos em circulantes e não circulantes. A diferença entre ambas as classificações é bem sutil, mas, ainda assim, existe.

Passivo Circulante: são todas as obrigações que possuem vencimento dentro do período de 1 ano, ou seja, 12 meses após a data do balanço; até o final do exercício seguinte.

Os principais passivos classificados como circulantes costumam ser as contas a acertar com fornecedores – sejam de mercadoria ou serviço, salários e benefícios dos funcionários, encargos sociais provenientes da remuneração, obrigações fiscais – impostos, provisões, empréstimos de curto prazo, financiamento, entre outros.

Passivo Não Circulante: são todas as obrigações que possuem vencimento após o período de 1 ano, ou seja, 12 meses após a data do balanço; até o final do exercício seguinte.

Os principais itens passíveis de classificação como "passivo não circulante" são os empréstimos com pagamento agendado para um período superior ao citado, além de receitas deferidas – já recebidas pela empresa, mas que não pertencem ao exercício vigente.

Vamos ilustrar o exemplo para que você possa compreender melhor!

Imagine que a prefeitura de determinado município doou um prédio comercial para uma companhia. Essa doação foi baseada em algumas condições: permanência mínima de 5 anos e geração de, ao menos, 30 vagas de emprego.

Ao longo desses 5 anos, a empresa deve reconhecer o prédio cedido como um ativo, já que esse está proporcionando benefícios futuros; é um bem. Entretanto, se as exigências não forem cumpridas e a empresa devolver o espaço, o mesmo será classificado como uma receita deferida.

Isso porque o bem só foi benéfico em um determinado período de tempo, estando sujeito à devolução se tornou uma obrigação.

Além disso, os passivos também podem ser classificados em "passivo exigível" e "passivo não exigível".

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