O que é o Partnership?

Partnership (que, em tradução literal, é equivalente em Português à "Parceria") é o nome dado a um tipo de modelo de negócios estabelecido em algumas empresas ao redor do mundo, que estabelece, através de um plano estruturado e validado, a possibilidade de certos funcionários se tornarem sócios da organização onde trabalham.

O partnership, mais do que uma estratégia de retenção de talentos, está intimamente ligado à própria cultura organizacional daquela empresa, se tornando uma das formas de traduzir o discurso meritocrático e a valorização do intraempreendedorismo em algo prático e palpável para as pessoas.

Usualmente, o conceito de partnership é resumido como a abertura para que os melhores funcionários se tornem acionistas. Mas o que se define como "melhores funcionários" em uma organização, não necessariamente se fará em outra. Não é receita de bolo, nem pode ser feito de qualquer maneira. Afinal de contas, não é um mero "prêmio" concedido a um colaborador, mas um compromisso que acaba por criar impactos legais e fiscais no negócio. 

Algumas companhias já nascem aderindo ao partnership, enquanto outras o fazem enquanto amadurecem administrativamente. É bem verdade que existem, ainda, aquelas que nunca se voltam para o partnership. Isso não é um defeito, nem uma qualidade, mas sim uma escolha feita estrategicamente: o partnership apresenta vantagens e desvantagens, como qualquer outro modelo, e deve ser implementado sabiamente para trazer os resultados desejados. 

E é justamente para definir que "pontos fortes" e "pontos fracos são esses, quando se trata de partnership, que desenvolvemos o tópico a seguir. Vamos lá?!


Quais são as vantagens e desvantagens do Partnership?

Alguns estudos recentes ligados à gestão de pessoas, especialmente na era do RH 4.0, indicam um caminho claro para as organizações que desejam não apenas sobreviver, como também se destacar: o crescimento autossustentável. 

Isto é, um conjunto de ações que aliem retenção de talentos, maximização do capital (humano ou não) e oportunidades de desenvolvimento individual ao funcionário (através, inclusive, da gestão de todos os pontos da Pirâmide de Maslow), culminando assim no gerenciamento do crescimento do colaborador e da empresa por ambas as partes.

A partir dessa descrição, podemos concordar que o partnership cabe muito bem nessa definição. Afinal de contas, representa uma perspectiva de avanço para o funcionário e para a companhia (que faz valer a máxima de que "ninguém trabalha tanto por um negócio quanto um sócio"). 

Por outro lado, se não for bem estruturada, o tiro pode sair pela culatra. O plano de ascensão de colaboradores a acionistas deve ser muito preciso e transparente, a fim de deixar bem claras quais são as regras do jogo. Dessa forma, o funcionário tem noção concreta de quais são os esforços que precisa fazer caso tenha interesse em crescer a esse nível (sem o sentimento de que está sendo enrolado, enganado e/ou passado pra trás) e a organização se assegura de que não está inflando o quadro societário em vão. 

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