O que é Open Market?

O termo em inglês, Open Market significa (de forma literal) “mercado aberto”. O Open Market nada mais é, do que um ambiente onde o Banco Central de um determinado país, faz negócios (com títulos públicos) com os bancos comerciais do próprio país.

Esses bancos são conhecidos como “dealers”. Essas instituições em grande parte são os maiores bancos do país, e podem negociar os títulos públicos dentro do Open Market, juntamente com o próprio Banco Central.

Como funciona Open Market?

No início do artigo, já temos uma bela explicação de como funciona o Open Market. Os países geralmente possuem alguma instituição que faz a gestão do dinheiro.

Dentre elas podemos citar o Tesouro Nacional e o Banco Central. O Tesouro Nacional faz a emissão do dinheiro e de certa forma também está vinculado com questões mais complexas, como a própria dívida pública.

Depois temos o Banco Central que tem por objetivo zelar pelo pode de compra do nosso dinheiro. Como o mundo, praticamente todo, trabalha em uma espécie de Open Market mundial, as moedas dos países acabam sofrendo bastante volatilidade.

Essa volatilidade pode reduzir ou aumentar o poder de compra de nosso dinheiro. Além disso, temos questões como juro e inflação.

A explicação serve para demonstrar a você que existe uma relação entre mundial entre os mercados, ou melhor, com o Open Market. Mesmo países que não fazem esse tipo de “organização econômica” acabam sendo influenciados pelo Open Market.

O Banco Central faz a intermediação entre o dinheiro (títulos públicos) e os bancos (dealers) que funcionam como uma espécie de “negociadores” do mercado.

Os bancos tem a função de levar os títulos públicos do nível primário para o nível secundário do Open Market. No nível secundário os bancos fazem as operações junto aos outros participantes do mercado (que nesse caso pode ser nós, investidores).

Um bom exemplo disso é o programa de investimento do Tesouro Nacional, o Tesouro Direto. Lá o investidor pode investir em títulos públicos, portanto, você acaba financiando o Brasil por meio do Open Market (com dimensões reduzidas).

Para que serve o Open Market?

Através do Open Market o país consegue se financiar, além de financiar outras pessoas e negócios.

Com as operações no Open Market, o banco Central também pode influenciar em questões como juros, câmbio e no próprio valor monetário da moeda.

Por mais que estejamos inseridos em um sistema capitalista de “livre mercado” algumas vezes os Banco Centrais precisam tomar determinadas atitudes para conter surtos de volatilidade no sistema.

Esses surtos podem ser a grande saída de certas moedas de nosso país (e consequente valorização contra desvalorização do real, por exemplo) ou a alta do juro futuro, forçando um aumento nas taxas dos títulos públicos e demais papéis.

Níveis de Open Market

Existem dois níveis no Open Market, o primeiro nível, o nível primário, é onde ocorrem as operações entre o Banco Central e os bancos (dealers).

Depois temos o nível secundário, é onde os bancos e demais investidores (o mercado em si) fazem as operações envolvendo os títulos públicos.

Porque Open Market?

O mercado é a forma mais utilizada para precificar e avaliar ativos. Querendo ou não, por meio do Open Market, o valor das moedas, a rentabilidade dos títulos públicos e até a nossa taxa de juro podem ser influenciadas e precificadas.

O Open Market às vezes pode não corresponder à realidade, ou trazer certa volatilidade ao mercado de forma prejudicial, mas economicamente, é a forma mais utilizada e funcional de conseguir captar recursos e trazer proteção contra certas oscilações mais voláteis.