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Nova Matriz Econômica

O que é a Nova Matriz Econômica?

O termo “nova matriz econômica” é como ficou conhecido o conjunto de medidas adotadas a partir do início de 2011 até o final de 2014, durante o governo de Dilma Rousseff. Entre as principais características estão a forte intervenção do governo na economia e o aumento de gastos públicos.

A política, de cunho desenvolvimentista, consistiu no abandono do tripé macroeconômico e visava ao estímulo da economia, o que acabou não se concretizando de fato. Pelo contrário, o que se viu foi um período de profunda crise e recessão.


O que aconteceu durante a nova matriz econômica?

Controle de preços

Uma das principais intervenções do governo durante o período de vigor da nova matriz econômica foi o controle de preços dos combustíveis e derivados. Devido a isso, em muitas ocasiões, a Petrobras vendeu os produtos no mercado interno a um preço inferior ao que comprava no mercado internacional. Como consequência, houve uma redução acentuada nos lucros da estatal.

Essa prática também foi aplicada no setor elétrico. A redução dos preços nas tarifas de energia elevou o consumo. No entanto, isso acabou criando diversos problemas para as distribuidoras, principalmente durante o período de escassez de chuvas no país em 2012 e 2013. Vale lembrar que as hidrelétricas são o principal componente da matriz energética brasileira.

Posteriormente, em 2015, a política de controle de preços deixou de vigorar, o que gerou uma alta muito acelerada da tarifa de energia e dos preços dos combustíveis. Esse foi um dos principais fatores que contribuiu para a alta da inflação no período.

Como se sabe, a energia elétrica e os combustíveis são componentes essenciais na cadeia produtiva brasileira. Com a alta dos preços, houve repasse dos custos para o produto final, o que acabou gerando um alta generalizada de diversos produtos.

Contas públicas

A intervenção econômica levou ao aumento de gastos do Estado e, consequentemente, ao crescimento da dívida pública. Esse fator, somado à instabilidade política, fez com que crescesse o risco país e, por causa disso, muitos empresários ficaram receosos em investir no Brasil. Isso  culminou na desaceleração da atividade econômica no país.

Inflação

Conforme destacado anteriormente, com o fim da política de controle de preços, houve aumento substancial dos preços. Esse fato ocasionou o aumento da inflação, pois ambos os recursos (combustível e energia elétrica) são fundamentais na cadeia produtiva de inúmeros produtos e serviços consumidos no dia-a-dia.

Além disso, durante o período em que a nova matriz econômica esteve em vigor, houve grande incentivo à expansão do crédito, por meio da redução da taxa básica de juros - SELIC

Com a recessão econômica, muitos brasileiros acabaram perdendo o emprego ou teve suas fontes de renda reduzidas substancialmente. Isso culminou em um crescimento acentuado do número de inadimplentes.

Os reflexos podem ser percebidos até hoje. Em abril de 2019, 62,4% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida, segundo pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

Esses fatores, somados, fizeram com que a inflação chegasse ao patamar de 10,6% em 2015. Vale destacar que a meta do governo era de 6,5%. Ou seja, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou bem acima dos níveis estabelecidos pela política econômica nacional.

Resumindo, a nova matriz econômica não conseguiu atingir os resultados a que se propunha. Pelo contrário, o conjunto de medidas implementadas pelo governo deixou reflexos negativos que são observados até os dias de hoje, tais como elevado desemprego e aumento do número de inadimplentes.

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