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New Deal

O que é o New Deal?

O New Deal foi um amplo programa econômico implementado pelo presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt em 1933 para lidar com a Grande Depressão.

Ela foi a consequência de um período de grande exuberância da sociedade norte-americana, conforme retratado no filme “O Grande Gatsby”, e que terminou com a quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929.

Nos anos seguintes, instituições financeiras e companhias enfrentaram sérios problemas que afetavam umas às outras. Para ilustrar a severidade da crise, essas eram as estatísticas da economia dos EUA no início da década de 30 (1929 a 1933):

  • O Produto Nacional Bruto (PNB) passou de US$ 103,1 bilhões para apenas US$ 55,6 bilhões;
  • Os investimentos, como percentual do PNB, passaram de 15,7% para 2,5%;
  • A construção civil encolheu 95%;
  • 85.000 empresas entraram em falência;
  • 9 milhões de contas bancárias foram encerradas.

Durante um período de apenas 3 anos, o padrão de vida norte-americano recuou para o mesmo patamar do início do século. Foi justamente esse impacto financeiro que fez com que o presidente Roosevelt ganhasse a eleição no lugar de Herbert Hoover em 1932.

No auge da Grande Depressão, o índice de desemprego era próximo a 25%

Com os agentes privados impossibilitados de se reorganizar, a resposta para a crise amparou-se basicamente nas ideias do economista John Maynard Keynes.

Ele defendia que o governo deveria gastar mais para complementar as limitações enfrentadas pela iniciativa privada nos períodos recessivos, tomando a liderança na geração de empregos e na recuperação econômica.

A sua obra mais famosa, intitulada de “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, tornou-se a partir de então a principal referência para as políticas macroeconômicas adotadas nos 40 anos seguintes.


Quais eram as premissas do New Deal?

O New Deal visava tanto corrigir distorções na economia, por meio de novas regras e controles, como induzir a recuperação econômica.

Regulamentação

Um maior controle e fiscalização das instituições financeiras, com o intuito de se evitar a especulação e os esquemas fraudulentos, foi o primeiro passo

Nesse sentido, algumas leis importantes, presentes até os dias de hoje, foram implementadas:

A garantia para os depósitos bancários;

  • O aperfeiçoamento no funcionamento das bolsas de valores.

O mercado de trabalho, por sua vez, recebeu leis que favoreciam a redução do desemprego e introduziam uma forma de amparo para os mais vulneráveis:

  • Aumento de salários;
  • Jornada de 8 horas de trabalho e eliminação do trabalho infantil;
  • Legalização dos sindicatos;
  • Criação da previdência social e do seguro-desemprego.

Além disso, algumas variáveis passaram a ser controladas diretamente pelo governo: insumos básicos, por exemplo, tiveram os seus preços congelados para manter a estabilidade de preços.

Gastos públicos

O programa colocava os principais esforços do governo nas atividades que possuíam um efeito multiplicador na economia:

  • Infraestrutura: um amplo leque de obras públicas para a geração de empregos (aeroportos, portos, rodovias, usinas hidrelétricas, entre outros);
  • Agricultura: o setor rural recebeu financiamentos para quitar dívidas e voltar a produzir, de forma que os trabalhadores rurais não se deslocassem aos grandes centros à busca de emprego;
  • Indústria: a produção passou a ser controlada com a finalidade de se evitar acúmulo de estoques.

O New Deal obteve êxito em garantir alguma estabilidade até que os EUA voltaram a crescer em 1935, mesmo que às custas de um alto endividamento do governo. Além disso, enfrentou fortes resistências na época pois os ideais do livre mercado ainda eram predominantes, sendo que algumas propostas do programa foram consideradas inconstitucionais.

A atividade econômica norte-americana só ganhou dinamismo a partir de 1941, quando os Estados Unidos oficialmente entraram na Segunda Guerra Mundial e concentraram toda a sua produção para os esforços da guerra.

O que é o Green New Deal?

Ele foi o nome escolhido para uma proposta recente e que tem causado bastante polêmica: aumentar os gastos públicos para financiar projetos que minimizem os efeitos das mudanças climáticas.

Visto que a transição para a “economia verde” é cara (pois implica na cobrança de novos impostos) e nem todos estão dispostos a bancá-la (a exemplo dos “coletes amarelos” na França), essa responsabilidade deveria caber ao Estado.

Programa defendido por uma jovem congressista, Alexandria Ocasio-Cortez, ganhou popularidade ao ainda incluir a saúde pública e o ensino superior nos gastos que o Estado deveria incorrer como forma de compensar o aumento da desigualdade causado pelas políticas adotadas depois da crise de 2008.

A principal crítica apontada pelos economistas está nos seus custos, que podem ser muito maiores do que os imaginados, gerando inflação no longo prazo e prejudicando justamente os mais pobres.

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