Última modificação em 13 de julho de 2020

O que é Moeda Fiduciária

Moeda fiduciária é aquela que não tem lastro em metal, como ouro ou prata, nem valor intrínseco. Seu único valor é a confiança em quem emitiu a moeda. O dinheiro de papel é um exemplo de moeda fiduciária, assim como os cheques e os títulos de crédito. 

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História da Moeda Fiduciária

A moeda fiduciária tem uma história mais longa do que muitos imaginam. Ela pode ter surgido na China, durante o século XIII, quando o imperador Kublai Khan chegou ao poder.

Na Europa, no século XVII, países como Espanha, Holanda e Suécia também instituíram sistemas de moeda fiduciária. Porém, na Suécia, ele foi um fracasso e logo substituído por um padrão-prata.

Nos séculos XVIII e XIX, Canadá e EUA também tiveram experiências momentâneas com a moeda fiduciária. Porém, ela retornou de verdade no século XX, com o fim do padrão-ouro nos EUA e, depois, em escala mundial. 

Diferenças entre Moeda Fiduciária e Padrão-Ouro

Antes da moeda fiduciária, o modelo monetário dominante globalmente era o padrão-ouro. Nesse modelo, todo o dinheiro emitido por um governo em moeda e papel estava vinculado a uma quantidade real de ouro que estava em poder desse governo. 

Isso significa que, se o governo emitisse mais moeda sem aumentar a reserva de ouro, o dinheiro se desvalorizava. Por outro lado, se o governo aumentasse a reserva de ouro sem ampliar a emissão de moeda, o dinheiro se valorizava.

Além disso, a confiança da população na moeda deriva justamente da relação com o ouro. Afinal, existe algo material que garante que o dinheiro tem valor.

No modelo de moeda fiduciária, deixa de existir qualquer relação entre o dinheiro e um metal. Isso significa que uma nota de R$10 é, essencialmente, apenas um pedaço de papel. Ele só pode funcionar, portanto, se for amplamente reconhecido como um meio de pagamento válido.

Seu valor, portanto, está na confiança da população no governo, que emitiu o dinheiro. É o governo que garante que aquele papel tem valor e pode ser usado nas transações financeiras. 

Como "moeda fiduciária" não se refere apenas à moeda, em sentido estrito, mas qualquer título com valor financeiro que não possui valor intrínseco, é importante notar que a confiança está ancorada no emissor, seja quem for. Por exemplo, um cheque também é apenas uma folha de papel. Seu valor está na confiança depositada no banco que emite e na pessoa que assina.

Prós e contras do modelo de Moeda Fiduciária

Um dos principais fatores positivos do modelo de moeda fiduciária é que ele não está sujeito a problemas de escassez, comuns em um modelo lastreado em metal. A quantidade de moeda em circulação e o seu valor não depende de um estoque material, que pode ser limitado.

Por outro lado, a ausência de valor intrínseco é um problema. Nada impede o governo de emitir quanto dinheiro quiser. Se não houver políticas monetárias bem ajustadas, o resultado pode ser um cenário de hiperinflação. 

Moeda fiduciário e Criptomoedas

Um novo modelo monetário que surgiu recentemente são as criptomoedas. Elas têm algo em comum com a moeda fiduciária: ambas dispensam qualquer lastro em metal. Porém, é importante notar que existem muito mais diferenças do que similaridades entre elas.

A moeda fiduciária é controlada pelo governo, por meio do banco central. Enquanto isso, as criptomoedas são descentralizadas; o governo não participa na emissão, nem registra as transações realizadas com essas moedas digitais.

Além disso, enquanto a moeda fiduciária não tem limite, a maioria das criptomoedas apresenta um suprimento limitado. Esse é um dos motivos pelos quais elas podem alcançar cotações cambiais tão elevadas, como ficou demonstrado no caso do Bitcoin.

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