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Mercado Monetário

O que é Mercado Monetário?

O Mercado Monetário é mais uma vertente existente dentro do Mercado Financeiro, juntamente com o Mercado de Capitais. Aqui, estão as operações de curto ou curtíssimo prazo, com alta liquidez.

O seu grande objetivo é permitir o controle sobre a liquidez monetária do país, além de ser um instrumento de atuação do governo por meio da emissão de títulos, implementação das políticas monetárias e controle inflacionário.

Os investimentos realizados no Mercado Monetário têm por característica oferecer uma excelente liquidez, algo necessário pensando no curtíssimo prazo, além de também trazer boa segurança aos papéis.


Como funciona o Mercado Monetário?

 

Assim como outros ambientes do Mercado Financeiro, o Mercado Monetário possui diversos agentes como os bancos e o governo, instituições financeiras não bancárias, por exemplo.

Dentro do Mercado Monetário, diversos tipos de títulos são negociados, como veremos a seguir. Como instituições importantes da economia brasileira participam, esse mercado permite ajustes de inflação.

Por exemplo, se o Banco Central compra títulos, isso significa que ele está injetando moeda no sistema financeiro, algo que aumenta a liquidez. Da mesma forma, o Bacen pode vender títulos, levando ao caminho contrário e, consequentemente, à redução da liquidez.

O mesmo pode acontecer com as instituições financeiras, como bancos e seguradoras. Essas empresas podem comprar ou vender títulos, afetando diretamente a composição do Mercado Monetário do Brasil.

Desta forma, por meio da compra e venda de títulos, o Banco Central e demais instituições conseguem trabalhar a regulação da economia, especialmente com aumento ou redução de moeda em circulação.

Quais os tipos de títulos do Mercado Monetário?

Existem, em suma, dois grandes grupos de títulos emitidos dentro do Mercado Monetário. São eles:

  • Títulos públicos: emitidos pelo governo, mais especificamente pelo Tesouro Nacional.
  • Títulos privados: emitidos por empresas do setor privado para captação financeira, em especial pelos bancos.

Vamos entender as característica de cada um deles.

Quais são os títulos públicos?

Os títulos públicos são formas de financiamento dos gastos públicos que também são disponibilizados no Tesouro Direto para que investidores (e também outras empresas) comprem papéis de dívida emitidos pelo governo federal.

Se você já investe por meio do Tesouro Direto, então certamente já conhece os três tipos de papéis que encontrará dentro dos títulos públicos. Dois deles pertencem ao Mercado Monetário pela alta liquidez. São eles:

  • Prefixado (LTN): é um papel com taxa definida no momento do investimento. Exemplo: 5,11%.
  • Selic (LFT): é um papel atrelado à taxa Selic, rendendo muito próximo do desempenho da taxa básica de juros do Brasil. Em alguns momentos, pode haver um pequeno acréscimo. Exemplo: Selic + 0,02.

Os títulos públicos são de extrema importância para o governo. Em primeiro lugar, claro, eles permitem a captação de recursos para financiamento de dívidas. Além disso, a negociação desses títulos permite, como vimos, a execução e controle da política monetária estipulada.

Ou seja, comprando e vendendo títulos públicos, o Banco Central consegue estabelecer o controle de liquidez da sua moeda, da inflação e da taxa básica de juros do país. Esses fatores, claro, estão diretamente relacionados.

Quais são os títulos privados?

Além dos títulos públicos, também compõem o Mercado Monetário os títulos privados. Eles são emitidos por empresas privadas, como bancos e também outras empresas (não necessariamente financeiras) que precisem captar recursos para os seus projetos.

No caso das instituições bancárias, o título privado mais comum é o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Por meio dele, investidores podem "emprestar" seu dinheiro aos bancos em troca de rendimentos.

Os CDBs geralmente possuem vencimento de médio e longo prazo. Quanto maior o prazo, maiores também os rendimentos oferecidos. No entanto, eles podem ser facilmente negociados (vendidos) para os próprios bancos. Neste caso, claro, você teria uma perda de rentabilidade, mas essa característica garante a liquidez necessária para o Mercado Monetário.

Já no caso de empresas não financeiras, o jeito é emitir títulos privados como Notas Promissórias (Commercial Papers), que são uma espécie de debênture com prazo menor.

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