Última modificação em 3 de julho de 2020

O que é o Marketing 3.0?

Marketing 3.0 é o nome dado à terceira fase do Marketing, popularizado no livro "Marketing 3.0: As forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano" do papa do Marketing, Philip Kotler.

Aqui, ao invés da empresa focar nas necessidades funcionais do consumidor, o protagonismo passa a ser dos valores humanos e da conexão emocional entre cliente e organização. Isso quer dizer que as necessidades do cliente não importam mais? Não. Só quer dizer que o foco do discurso publicitário é outro.

Pense nas empresas que enfatizam a sua preocupação ambiental na produção dos seus bens e serviços, na autoestima feminina ou mesmo na equidade racial: nessas mensagens, elas não estão necessariamente vendendo um produto específico, mas usando esses valores que têm em comum com o seu público-alvo para criar uma conexão duradoura e vender no futuro, a médio e longo prazo também.

Além disso, as divulgações podem ser realizadas tanto em meios tradicionais físicos (como jornais e revistas, rádio e televisão, impressos, outdoor, feiras, eventos, mala direta etc.), quanto em meios digitais. Observamos, inclusive, um crescimento deste último, coordenado como uma experiência multimídia e multiplataformas.


Quais foram as outras fases do Marketing?

O Marketing 3.0 foi apenas uma das fases do Marketing. Além dela, 3 outras se desenvolveram, sendo que atualmente já estamos na quarta fase.

No Marketing 1.0, o foco estava no produto. Primeiro a empresa produzia e depois se preocupava em criar a necessidade no consumidor. O discurso era de "eu tenho aqui essa bicicleta maravilhosa, com função X e material Y".

No Marketing 1.0, o foco estava no produto, certo? Na fase seguinte, conhecida como Marketing 2.0, o foco da estratégia passou para a necessidade do consumidor. Antes de desenvolver os produtos, é realizada uma ampla coleta de dados com o objetivo de entender o comportamento do consumidor, assim como os problemas que ele tem.

Somente após chegar a conclusões bem embasadas a respeito dessas questões é que o produto é criado e/ou atualizado. Aqui, o discurso muda para "nós sabemos que você tem dificuldade em levar a bicicleta quando não está pedalando, por isso criamos esse modelo dobrável", por exemplo.

Pense em uma montadora que percebe que aquela população tem uma necessidade enorme por produtos mais econômicos, pois as concorrentes só disponibilizam modelos que consomem muito combustível e a economia local está em recessão. O produto resultante, para solucionar essa necessidade, já está alinhado aquela fase.

Por fim, temos a última fase do Marketing, a que vivemos agora. No Marketing 4.0, o mundo digital ganha protagonismo. Ao invés dos grandes comerciais na televisão, anúncios no jornal e product placement no ponto de venda, as ações nas mídias digitais, compartilháveis e ainda assim personalizadas, têm um espaço essencial na estratégia.

Segundo Kotler, o papa do Marketing que levantou as fases que estudamos hoje, o Marketing 4.0 se desenvolve porque "vivemos a era da participação e da sociedade criativa. Para as empresas, isso significa estar mais próximas de seus clientes, trabalhando de maneira unida com eles, pois os consumidores ajudarão as corporações a criarem seus novos produtos e iniciativas de marketing. É o conceito da ‘co-criação' ".

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